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SANTARÉM: SUSPEITO DE 100 CRIMES COM ‘MBWAY’ EM PRISÃO PREVENTIVA

Homem de 36 anos está indiciado por 42 crimes de burla informática e nas comunicações, mais nove de forma qualificada, 51 de falsidade informática, um de branqueamento e um de associação criminosa.

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Homem de 36 anos está indiciado por 42 crimes de burla informática e nas comunicações, mais nove de forma qualificada, 51 de falsidade informática, um de branqueamento e um de associação criminosa.

Um homem de 36 anos ficou em prisão preventiva por suspeita de mais de 100 crimes relacionados com fraudes feitas com a aplicação eletrónica de pagamentos MB Way, disse o Ministério Público da comarca de Santarém.

A detenção e o interrogatório judicial ocorreram na semana passada e o homem está indiciado por 42 crimes de burla informática e nas comunicações, nove de burla informática e nas comunicações qualificada, 51 de falsidade informática, um de branqueamento e um de associação criminosa.

Segundo o Ministério Público, o homem é suspeito de liderar um grupo que “gizou um plano para se apropriar de quantias em dinheiro, com recurso ao uso fraudulento da aplicação MB Way“.

“Em síntese, o referido grupo aproveitava-se do desconhecimento das vítimas sobre o modo de funcionamento da aplicação MB Way” para se apropriar de dinheiro das vítimas, lê-se num comunicado com data de 10 de maio publicado pelo Ministério Público da comarca de Santarém.

Depois de detido, o homem foi ouvido no Tribunal de Instrução Criminal de Santarém e foi-lhe decretada prisão preventiva, tal como pediu o Ministério Público, que alegou “perigos de perturbação da ordem e tranquilidade pública, de fuga, de perturbação do decurso do inquérito e de continuação da atividade criminosa”.

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VILA NOVA DE FOZ CÔA: ARQUEÓLOGOS DESCOBREM NOVAS GRAVURAS COM 12 MIL ANOS

Arqueólogos da Fundação Côa Parque colocaram a descoberto a gravura de uma cabra montesa numa placa de xisto com cerca de 12.000 anos, durante prospeções no Parque Arqueológico do Côa, avancou esta sexta-feira a presidente daquela entidade, Aida Carvalho.

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Arqueólogos da Fundação Côa Parque colocaram a descoberto a gravura de uma cabra montesa numa placa de xisto com cerca de 12.000 anos, durante prospeções no Parque Arqueológico do Côa, avancou esta sexta-feira a presidente daquela entidade, Aida Carvalho.

Esta placa de xisto agora descoberta, representa uma cabra montesa que foi identificada um novo sítio com arte móvel no território do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no concelho de Foz Côa, distrito da Guarda.

“Durante trabalhos de prospeção, a equipa de arqueologia da Fundação Côa Parque, juntamente com os estagiários de doutoramento Tania Mosquera Castro, da Universidade de Santiago de Compostela, e Ignacio Triguero, da Universidade de Alcalá de Henares, em Espanha, identificaram uma placa de arte móvel com a representação de uma cabra montesa, num novo sítio arqueológico do Vale do Côa”, explicou a responsável.

Segundo os investigadores, a arte móvel é um tipo de arte paleolítica que se inscreve em suportes de pequeno tamanho (pedra, osso, haste ou marfim), passíveis de serem transportados.

“A placa de xisto encontra-se queimada e apresenta numa das faces a representação dos quartos dianteiros do que parece ser uma pequena cabra montesa, que segue um segundo animal de maior tamanho, cuja cauda curta e encurvada sugere tratar-se de um veado ou de uma cerva, ao qual falta a cabeça devido a fratura do suporte”, explicou o diretor científico da fundação, Thierry Aubry.

De acordo com o especialista em arte rupestre, estas figuras apresentam os corpos muito geometrizados e são gravadas por incisão, o seu interior encontra-se totalmente preenchido por linhas igualmente incisas, um tipo de preenchimento a que os arqueólogos chamam “preenchimento estriado”.

Aubry realçou que, apesar de se tratar de um achado de superfície, o estilo das representações remete para a fase “azilense da Arte do Côa”, com uma cronologia de cerca de 12.000 anos atrás.

Este novo sítio está localizado nas proximidades do Museu do Côa e foi identificado em 2018, graças à descoberta de blocos de quartzo utilizados na construção de fogueiras e vestígios de pedra lascada deixados pelos últimos grupos paleolíticos do Vale do Côa.

“O sítio localiza-se numa pequena plataforma localizada no Vale de José Esteves, por onde corre uma ribeira afluente da margem esquerda do Rio Douro”, explicou o também arqueólogo.

“Futuros trabalhos no local poderão vir a esclarecer melhor a datação da placa e o seu contexto de utilização”, vincou Thierry Aubry.

A arte do Côa foi classificada como Monumento Nacional em 1997 e, em 1998, como Património da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Como uma imensa galeria ao ar livre, o Vale do Côa apresenta mais de 1.200 rochas, distribuídas por 20 mil hectares de terreno com manifestações rupestres, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, executadas há mais de 25.000 anos, e distribuídas por quatro concelhos: Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Meda.

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PORTO: HOSPITAL DE SÃO JOÃO DUPLICA COLHEITA DE ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTE

O Hospital São João anunciou que a colheita de órgãos para transplante em 2021 duplicaram, tendo registado um aumento superior a 104%, passando de 25 para 51 órgãos.

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O Hospital São João anunciou que a colheita de órgãos para transplante em 2021 duplicaram, tendo registado um aumento superior a 104%, passando de 25 para 51 órgãos.

O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, mais do que duplicou em 2021 o número de colheitas de órgãos para transplante, face ao ano anterior, um registo que a diretora do gabinete ambiciona melhorar.

Dados remetidos à agência Lusa, que comparam 2020 e 2021, mostram que o hospital registou um aumento superior a 104%, passando de 25 para 51 órgãos, e a maior colheita verificou-se no grupo de dadores em morte cerebral (38).

Já as colheitas em dadores em morte circulatória não controlada (13) refletem o período de interrupção da atividade devido à Covid-19.

Em entrevista à Lusa, a diretora do Gabinete de Coordenação Colheita e Transplante do CHUSJ, Margarida Rios, reconheceu que, “com a pandemia, houve redução de colheitas”, algo transversal a outros países, mas garantiu que o Hospital de São João “manteve a capacidade de resposta sem perder um dador de órgãos por falta de camas”.

“No caso de um dador em paragem circulatória, o processo dá-se em sala de emergência. Existiram normas nacionais e, no início, considerou-se mais prudente suspender. Acho que o Hospital de São João, na urgência e nos cuidados intensivos, manteve sempre a capacidade de resposta, mas ouvimos essa justificação de outros centros hospitalares”, disse a responsável.

No CHUSJ fazem-se transplantes de rim e coração, bem como de tecidos (córneas e células hematopoiéticas).

A colheita de outros órgãos beneficia outros centros hospitalares nos quais são feitos outro tipo de transplantes.

Além dos doentes do CHUSJ, são referenciados para este hospital dadores dos chamados “hospitais afiliados”: Pedro Hispano (Matosinhos), Penafiel (Porto) e Viana do Castelo.

O IPST permitiu o reinício da colheita em dador em paragem circulatória em fevereiro de 2021.

Nesse ano, o CHUSJ registou “o maior número de transplantes de órgãos dos últimos anos” com 98 transplantes. O aumento registado face a 2020 (mais 57) deriva quase na totalidade do transplante renal, cujo peso representa 87% do total de órgãos transplantados.

Dos 85 transplantes de rim realizados, cinco dos quais foram de dador vivo.

Já o serviço de cirurgia cardiotorácica realizou 13 transplantes cardíacos, para os quais contribuíram sete dadores de colheitas feitas no CHUSJ e seis dos hospitais afiliados.

Já no que se refere ao transplante de tecidos, o acréscimo foi de mais 43,8% face a 2020, com mais expressão no transplante de córneas (mais 65%).

“Estamos tão eficientes que se tivéssemos mais espaço se calhar ainda éramos capazes de dar mais resposta”, disse a diretora.

À Lusa, a médica falou do panorama atual em Portugal, considerou que no Norte reside o motor principal da recuperação, e lançou pistas para o futuro.

“Portugal a nível mundial, tem sempre estado nos primeiros lugares no número de dadores por milhões de habitantes. O Hospital de São João subiu de 25 para 51 colheitas [entre 2020 e 2021], o que corresponde a um aumento de 104%. O [Hospital de] Santo António também subiu 94%. Coimbra subiu um bocadinho e em Lisboa houve um centro hospitalar que reduziu e outro praticamente não se alterou. Notou-se uma assimetria marcada no Norte”, descreveu a especialista, socorrendo-se de dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

Portugal segue o modelo legislativo do consentimento presumido, ou seja, todas as pessoas são potenciais dadores de órgãos a não ser que recusem antecipadamente.

É permitido recolher órgãos em dadores em morte cerebral, bem como em paragem cardiocirculatória não controlada (DPCC), o que inclui, por exemplo, situações de emergência ou paragem cardíaca súbita.

Contando com o CHUSJ, são cinco os centros hospitalares do país com gabinetes ligados a esta área.

Margarida Rios realça que “Portugal tem estado à escala mundial numa posição muito boa”, mas acredita que o país “já está preparado” para discutir mais alternativas na área da transplantação e, com isso, ir reduzindo as listas de espera.

“A nível internacional, o grupo de dadores em paragem circulatória tem uma maior expressão em pessoas que não são os dadores que vêm da rua em paragem súbita. São pessoas em paragem circulatória controlada, pessoas que estão em cuidados intensivos e apresentam uma situação cerebral catastrófica. Isto não está legislado em Portugal. Mas acredito que este grupo venha a significar um ‘pull’ de órgãos significativo”, referiu a especialista.

Em causa estão doentes internados em cuidados intensivos que têm um prognóstico muito mau, lesões irreversíveis e a perspetiva de falecimento a curto prazo.

“Quando comunicamos com uma família, cujo familiar está em morte cerebral, explicamos a irreversibilidade da situação. Morte cerebral é igual à morte do indivíduo e compreende-se que aquela pessoa é dadora de órgãos. Na morte por paragem circulatória não controlada explicamos que tentamos reanimar exaustivamente a pessoa e não conseguimos. É aceitável porque se verifica o óbito. Só depois é que se fala em colheita de órgãos. Para este grupo [paragem circulatória controlada], a mensagem é mais difícil de transmitir”, descreveu a médica.

Margarida Rios admite que a questão é “sensível”, “eticamente delicada” e exige uma discussão “muito transparente”, mas reitera que “com esse grupo seria possível aumentar o número de órgãos para transplante e diminuir as listas de espera”.

“É um processo que o IPST ainda tem de desenvolver ao nível do enquadramento legislativo”, referiu.

Alargar os critérios de aceitação, ainda que “em Portugal a idade já não seja um critério absoluto”, pode constituir também um ganho no número de colheitas possíveis, concluiu a diretora.

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VIANA DO CASTELO: EM CINCO MESES ARDEU TANTO QUANTO TODO O ANO DE 2021

No distrito de Viana do Castelo já ardeu, desde janeiro, a mesma área que em todo o ano de 2021, tendo sido registados 376 incêndios que consumiram 2.179 hectares, alertou hoje o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil.

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No distrito de Viana do Castelo já ardeu, desde janeiro, a mesma área que em todo o ano de 2021, tendo sido registados 376 incêndios que consumiram 2.179 hectares, alertou hoje o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil.

“No ano de 2022 a área ardida é praticamente a mesma de todo o ano de 2021. Só em janeiro de 2022, em pleno inverno, ardeu o dobro do que em agosto de 2021. Este ano, Viana do Castelo é quarto distrito com mais incêndios e o segundo com mais área ardida. Seis dos nossos 10 concelhos estão entre os 20 municípios nacionais com maior área ardida”, apontou Miguel Alves.

O socialista, que também preside à Câmara de Caminha, alertou que a região está “a ser vítima” do seu “próprio sucesso”, uma vez que, “nos últimos anos, o nível de incêndios e área ardida tem vindo a baixar”.

“O facto de não arder faz com que o combustível nas nossas aldeias e floresta seja maior e o risco de incêndios também. As alterações climáticas já aí estão e os fenómenos extremos têm vindo a acontecer. 2022 é o mais perigoso dos últimos anos”, avisou, durante um encontro nacional de sapadores florestais realizado no miradouro da Senhora das Neves, em Dem, Serra d’Arga, a propósito do dia nacional daqueles profissionais que se assinala no sábado.

Miguel Alves, que falava aos jornalistas, no final do discurso que proferiu, na presença do ministro do Ambiente e Ação Climática e, dos 150 operacionais das 38 equipas Sapadores Florestais do Alto Minho, disse que a região está “a ser vítima” do seu “sucesso”.

Alertou para o “dispositivo curto, mas de muito trabalho” que opera na região, lembrando que Viana do Castelo “é último distrito do ‘ranking’ nacional em número de bombeiros” e que conta com o apoio de “apenas um meio aéreo que serve também o distrito de Braga”.

Miguel Alves disse “estar planificado que, no próximo ano, a região poderá ter um segundo meio aéreo”.

“Temos um esforço tremendo dos municípios, dos baldios, das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e dos Sapadores Florestais, mas temos uma enorme percentagem de floresta e o Parque Nacional Peneda Gerês, Reserva da Biosfera para defender”, destacou.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil apelou ao “Governo e às instituições do Estado, para colmatarem aquelas lacunas, incrementando os meios de combate a incêndios”.

“Precisamos de reconhecer a carreira e estatuto dos Sapadores Florestais e dotar as equipas de melhores condições, abrir vias de financiamento para equipamentos mecânicos mais pesados, valorizar os salários desta gente que trabalha no meio do mundo sem que as pessoas se apercebam do seu trabalho”, referiu.

Miguel Alves pediu ainda ajuda às pessoas, “na limpeza dos seus terrenos, e evitar comportamentos de risco”.

“A população tem de ser parte deste combate. Não se pode excluir. Tem de rever os seus comportamentos, obedecer mais às orientações dadas pelos diferentes organismos. O combate que estamos a ter, neste momento, é pela preservação da espécie humana neste planeta. O planeta vai continuar sem os humanos. A questão é saber se queremos continuar a andar por cá nas próximas gerações”, frisou.

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PORTO: METRO ALARGA LINHA DO AEROPORTO E REFORÇA FREQUÊNCIAS

A Metro do Porto vai alargar o serviço da linha do aeroporto até à estação de Campanhã a partir de junho, aumentando também a frequência para 15 minutos devido ao aumento da procura, divulgou hoje a empresa.

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A Metro do Porto vai alargar o serviço da linha do aeroporto até à estação de Campanhã a partir de junho, aumentando também a frequência para 15 minutos devido ao aumento da procura, divulgou hoje a empresa.

“A partir do início do mês de junho, ainda e sempre em composições duplas, a linha Violeta [E, do aeroporto] terá uma frequência de 15 minutos, tendo como destinos alternados, no centro do Porto, as estações da Trindade e de Campanhã”, pode ler-se num comunicado hoje divulgado pela empresa.

Desta forma, fica restabelecida a ligação direta entre o aeroporto e uma estação ferroviária nacional, permitindo “o interface com os comboios da CP”.

Atualmente, a linha presta serviço entre as estações Aeroporto (Maia) e Trindade (Porto), e tem vindo a registar um aumento de utilização durante este ano.

“O aumento da procura na linha Violeta situa-se nos 580%, face a 2021, quase seis vezes mais do que o crescimento médio de toda a rede (+106%)”, aproximando-se “dos níveis de procura anteriores à pandemia”, salienta a empresa.

De acordo com a Metro do Porto, desde segunda-feira que “a oferta da linha Violeta duplicou a capacidade, já que passou a ser totalmente efetuada em veículos duplos (anteriormente era em unidades simples)”.

“A frequência em dias úteis e entre as 07:00 e as 20:00 passou para 20 minutos (três serviços por hora e sentido), contra os anteriores 30 minutos”, assinala a empresa liderada por Tiago Braga.

Assim, na linha do aeroporto, a capacidade instalada do metro “sobe para perto de dois mil clientes/hora/sentido” no início do próximo mês.

A partir de junho haverá ainda “reforços de capacidade e frequência em todas as restantes cinco linhas da rede, indo ao encontro da monitorização da procura” feita pela empresa.

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