A organização de justiça climática “Último Recurso”, liderada por jovens ativistas, dinamizou recentemente um debate no concelho de Vila Real, sublinhando a imperiosa necessidade de o município desenvolver o seu Plano Municipal de Ação Climática (PMAC).
A organização “Último Recurso”, composta e gerida por jovens que se dedicam à utilização de mecanismos legais para a responsabilização de entidades governamentais e empresariais, esteve presente no concelho de Vila Real para promover um debate sobre a premente necessidade de Planos Municipais de Ação Climática (PMAC).
Este evento insere-se na campanha nacional “Sem Planos, Sem Futuro”, cujo propósito é envolver ativamente as comunidades locais na análise e discussão das vulnerabilidades climáticas específicas de cada território. O foco incidiu sobre os riscos associados ao aumento de incêndios rurais, a persistência de episódios de seca extrema e a crescente frequência e intensidade das ondas de calor que afetam a região. Vila Real, tal como duzentos e doze outros municípios portugueses, ainda não aprovou ou elaborou o seu próprio PMAC, um instrumento legalmente estipulado e considerado fundamental para uma resposta eficaz aos desafios ambientais contemporâneos.
Durante a sessão de partilha, cidadãos e representantes de instituições locais tiveram a oportunidade de apresentar diversas propostas concretas, com o objetivo de mitigar os impactes adversos das alterações climáticas. Estas contribuições e as exigências formuladas serão posteriormente compiladas numa carta aberta. Este documento será oficialmente endereçado ao Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, solicitando o imediato início dos trabalhos para a elaboração do PMAC local.


