O projeto da mina de volfrâmio de San Juan, localizado em A Gudiña, Galiza, a dois quilómetros de Vinhais, foi objeto de análise em Bruxelas, com a Comissão Europeia a reiterar a obrigatoriedade de uma avaliação rigorosa dos seus potenciais impactos ambientais transfronteiriços.
A Comissão Europeia reafirmou, recentemente, a obrigatoriedade de serem avaliados com rigor os potenciais impactos ambientais transfronteiriços do projeto da mina de volfrâmio de San Juan, em A Gudiña, na Galiza. Esta mina a céu aberto está situada a apenas dois quilómetros do concelho português de Vinhais, no distrito de Bragança, o que levanta sérias preocupações.
A posição de Bruxelas agora conhecida resulta das questões formuladas pelas eurodeputadas Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, e Ana Miranda, do BNG (Espanha). Ambas as parlamentares têm vindo a sublinhar as ameaças do projeto à natureza e aos recursos hídricos da região.
Catarina Martins reagiu à resposta da Comissão Europeia, classificando-a como “uma vitória importante no esclarecimento deste processo“. A eurodeputada garante que “não pode haver mais desculpas“, transferindo agora o ónus da decisão política para os governos de Portugal e Espanha.
“Têm o dever de travar este projeto e garantir a proteção do Parque Natural de Montesinho e da água do rio Rabaçal e das populações do Norte de Portugal” esclareceu Catarina Martins.
O Parque Natural de Montesinho, com o seu elevado valor ecológico, e o rio Rabaçal, um curso de água vital para a região, são diretamente afetados por esta iniciativa mineira. O rio Rabaçal é partilhado entre Portugal e Espanha e desempenha um papel crucial no abastecimento de água potável para várias aldeias no concelho de Vinhais.


