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VILA REAL: PONTOS SENSÍVEIS NO COMBATE AOS INCÊNDIOS
Comandante das operações explicava na tarde de terça-feira como o trabalho conjunto de equipas no solo e meios aéreos foi crucial para controlar os três últimos “pontos sensíveis” em Currais, Arnal e Fervença.
O anúncio de que o grande incêndio de Vila Real foi dominado esta manhã de quarta-feira foi o culminar de uma batalha intensa travada na terça-feira, em terrenos de grande dificuldade e contra um vento instável, conforme detalhou o Comandante das Operações de Socorro (COS), José Guilherme.
Num ponto de situação feito na terça-feira às 13:00, o comandante explicava que o combate se focava em três “pontos sensíveis” em Currais, Arnal e Fervença. A dificuldade, segundo o responsável, não estava na intensidade da chama, mas sim no facto de esta se encontrar “em zonas inacessíveis, onde só com trabalho apeado e em conjunto com os meios aéreos é que se está a conseguir” travar o avanço.
A principal preocupação durante o dia de ontem foi a constante “rotação do vento”, que mudou de direção três vezes só durante a manhã, dificultando a estratégia de combate. Ainda assim, o comandante garantia na altura que “nenhuma aldeia” se encontrava em perigo.
O objetivo traçado pela equipa de comando era conseguir chegar ao final do dia de terça-feira com o fogo em fase de resolução, ou seja, “completamente estabilizado e sem qualquer perigo de poder sair do perímetro”. Uma meta que viria a ser alcançada com sucesso na manhã seguinte.
Para esta difícil missão, permaneceram no terreno durante a tarde de ontem 575 operacionais, apoiados por 189 veículos e seis meios aéreos.
O segundo comandante regional do Norte, José Guilherme, fez ainda questão de deixar “uma palavra de solidariedade à população afetada pelo incêndio e de recolhimento pelo trabalho desenvolvido na ajuda aos operacionais”.
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