CIÊNCIA & TECNOLOGIA
ALZHEIMER: NOVO EXAME SIMPLES PARA DETEÇÃO PRECOCE DA DOENÇA
Um estudo da Universidade da Califórnia abre caminho para um novo teste sanguíneo que poderá ser mais barato e acessível que os métodos atuais para diagnosticar a doença de Alzheimer. O exame deteta duas proteínas ligadas a lesões nervosas e inflamação cerebral, permitindo uma deteção anos antes dos primeiros sintomas, embora os investigadores sublinhem que a investigação deve continuar.
Um simples exame de sangue poderá, no futuro, detetar a doença de Alzheimer anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas, de forma mais barata e acessível do que os métodos atuais. A descoberta, de uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego, abre um novo caminho para o diagnóstico precoce e para uma intervenção mais atempada na doença neurodegenerativa.
O estudo, que analisou dados de mais de 5.700 adultos, focou-se na identificação de biomarcadores no sangue. Os cientistas concluíram que níveis elevados de duas proteínas específicas — a NfL, ligada a danos nas células nervosas, e a GFAP, ligada à inflamação cerebral — estavam diretamente associados a um maior declínio nas funções cognitivas como o pensamento e o planeamento.
Atualmente, já existem testes de sangue para o Alzheimer, mas são dispendiosos e apenas estão disponíveis em centros especializados. O objetivo deste novo método é criar uma alternativa mais económica e de fácil acesso, que possa ser implementada de forma mais generalizada nos sistemas de saúde.
Apesar do otimismo, os autores do estudo sublinham que “ainda há muito que não sabemos” e que é preciso continuar a investigação. “Estes testes têm um potencial tremendo, mas devem complementar as abordagens existentes, não substituí-las”, afirmam, realçando que este é um passo importante, mas não a solução final para o diagnóstico da doença.

Sede da Universidade da Califórnia em San Diego.
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