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CIBERCRIME: DIRETOR DA PJ REVELA 250 DETENÇÕES E “ATACA” LEI DOS METADADOS

O diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, revelou que já foram detidos cerca de 250 suspeitos de crimes informáticos em 2025, num universo de seis mil inquéritos em investigação. Falando numa conferência em Lisboa, o responsável aproveitou para voltar a criticar a lei dos metadados, que considera ser uma barreira à investigação, defendendo que a “defesa total da privacidade não pode pôr em causa a segurança dos nossos países”.

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A Polícia Judiciária (PJ) já deteve cerca de 250 suspeitos de crimes informáticos este ano, num combate a uma criminalidade cada vez mais sofisticada e com lucros de “centenas de milhares de euros”. O balanço foi feito esta terça-feira pelo diretor nacional da PJ, Luís Neves, que aproveitou a ocasião para voltar a criticar duramente a lei dos metadados, considerando que esta “dificulta o trabalho dos inspetores”.

“A defesa total e intransigível da privacidade não pode pôr em causa a segurança dos nossos países, não pode pôr em causa a ação da justiça”, defendeu o diretor da PJ. Luís Neves frisou que o objetivo não é aceder aos dados de “cidadãos cumpridores”, mas sim “ter acesso à informação daqueles que são suspeitos da prática de crimes graves”, algo que a atual lei sobre a conservação de dados de tráfego e localização (conhecida como lei dos metadados) impede.

A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime (UNC3T) da PJ tem atualmente seis mil inquéritos em investigação. Luís Neves alertou que “as organizações criminosas cada vez têm mais meios, mais tecnologia, têm muito dinheiro”, e que muitos dos 250 suspeitos detidos este ano são responsáveis por “dezenas e dezenas de crimes cometidos”.

As declarações de Luís Neves foram proferidas durante a conferência “Cibercrime em Foco – Tendências e Prevenção na Era Digital”, que decorre hoje na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa.


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Redação

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