Um estudo desenvolvido pelo Doutor Finanças sobre a preparação da reforma revela que, apesar de as preocupações com a sustentabilidade da Segurança Social estarem na ordem do dia, o planeamento financeiro dos cidadãos portugueses permanece estagnado.
Os dados estatísticos apurados indicam que 73% das pessoas desconhece o montante de capital necessário para manter o seu nível de vida após o fim da carreira contributiva e 65% nunca realizou uma simulação oficial do valor que irá receber do Estado.
Citando dados do Eurostat, o relatório alerta que a pensão mediana atual entre os 65 e os 74 anos equivale a apenas 68% do salário mediano da faixa etária anterior, existindo uma projeção da Comissão Europeia que aponta para uma quebra acentuada até 2050, ano em que a pensão média em Portugal deverá equivaler a 38,5% do último ordenado auferido.
No campo das poupanças individuais, embora 68% dos inquiridos afirme guardar capital para o futuro, apenas 34% consegue fazê-lo com uma periodicidade mensal, sendo a insuficiência de rendimentos a justificação apresentada por 52% dos cidadãos para a ausência de amealho.
Os ativos conservadores dominam as escolhas, com 30% a recorrer a fundos ou Planos de Poupança Reforma (PPR) e 27% a optar por depósitos simples, ao passo que mais de um quarto da população não utiliza qualquer ferramenta financeira.
O estudo conclui que a perspetiva de dependência do sistema público gera sentimentos de medo e ansiedade em quase metade dos portugueses, com 81% a colocar os problemas de saúde no topo das principais preocupações associadas à velhice.


