No comunicado de resultados enviado hoje ao mercado, a TAP detalhou a sua estratégia de gestão de risco para o exercício de 2026. Com quase metade das necessidades energéticas asseguradas a preços fixados, a transportadora aérea procura proteger-se contra as subidas abruptas do querosene, que representam uma das maiores fatias dos custos de exploração. A par desta cobertura financeira, a companhia sublinhou que a sua frota é agora composta maioritariamente por aeronaves da família NEO, reconhecidas pela sua maior eficiência no consumo de combustível.
A divulgação deste dado surge num contexto de melhoria dos indicadores financeiros da empresa. No primeiro trimestre de 2026, a TAP reduziu os seus prejuízos para 39,9 milhões de euros, uma recuperação significativa face aos 108,2 milhões de euros negativos registados no período homólogo de 2025. Este desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 11% nas receitas operacionais, que atingiram os 914,4 milhões de euros.
Apesar da proteção garantida pelo “hedging”, o presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, alertou para a manutenção da pressão sobre os custos energéticos. O gestor apontou ainda outros desafios operacionais no horizonte, nomeadamente a implementação dos novos sistemas de controlo de fronteiras nos aeroportos europeus. No entanto, a taxa de ocupação dos voos subiu para 83,5%, o que, aliado à gestão prudente do combustível, reforça a resiliência da companhia perante a incerteza dos mercados energéticos globais.


