A Autoridade Marítima Nacional registou duas mortes, 108 salvamentos e 67 ações de primeiros-socorros nas praias portuguesas em maio. O balanço do primeiro mês da época balnear de 2026 destaca que os óbitos ocorreram em zonas sem vigilância ativa no momento dos incidentes, em Peniche e Almada.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) divulgou esta segunda-feira o balanço do primeiro mês da época balnear de 2026, revelando a ocorrência de duas vítimas mortais, 108 salvamentos e 67 intervenções de primeiros-socorros entre 1 e 31 de maio.
Segundo o comunicado oficial, as mortes — uma por afogamento e outra por doença súbita — registaram-se em praias marítimas fora do período de vigilância específico. Um dos óbitos aconteceu a 26 de maio na Praia do Molhe Leste, em Peniche, devido a doença súbita numa área onde a vigilância apenas começaria a 1 de junho. O segundo incidente, por afogamento, ocorreu a 28 de maio na Praia do Dragão Vermelho, na Costa de Caparica. Embora a época balnear nacional decorra entre 15 de abril e 31 de outubro, a maioria dos municípios inicia a vigilância efetiva a 1 de junho. A AMN sublinha que em maio não houve registo de outras mortes em zonas vigiadas.
Face à ausência de vigilância em muitas praias nesta fase, a autoridade recomenda a escolha de locais vigiados, a supervisão constante de crianças e o respeito estrito pela sinalização. São também reforçados alertas para evitar choques térmicos, respeitar períodos de digestão e não entrar na água em caso de emergência, devendo-se contactar o 112 ou nadadores-salvadores.
Para 2026, a Agência Portuguesa do Ambiente identificou um total de 671 águas balneares em todo o território nacional, das quais 523 localizam-se no continente, 88 nos Açores e 60 na Madeira.


