O Partido Socialista decidiu que os seus deputados vão abster-se na votação da moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega. A deliberação, tomada pela direção nacional sob proposta de José Luís Carneiro, inviabiliza a aprovação da iniciativa no plenário da Assembleia da República agendado para esta terça-feira, 8 de setembro de 2026.
A bancada parlamentar do Partido Socialista vai abster-se na moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega. A decisão foi formalizada durante a reunião da direção nacional socialista, mediante uma proposta apresentada pelo líder do partido, José Luís Carneiro. Com esta posição, fica assegurada a rejeição do documento na Assembleia da República, uma vez que a abstenção da maior bancada da oposição impede a obtenção da maioria absoluta necessária à sua aprovação.
A orientação foi aprovada de forma consensual pelos dirigentes socialistas, após auscultações prévias conduzidas pelo líder ao longo do dia anterior. Embora tenham surgido posições iniciais a defender o voto contra para sublinhar a demarcação política face ao Chega, prevaleceu o entendimento de que a estabilidade governativa e a gestão do ciclo político cabem exclusivamente ao Governo apoiado pela coligação PSD/CDS-PP.
A direção do PS sustentou ainda que a moção constitui um aproveitamento partidário no contexto das audições regimentais, nomeadamente a do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e do debate em torno dos custos da energia e dos combustíveis. O partido frisou que a abstenção não representa qualquer voto de confiança às políticas governamentais. Por sua vez, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, afirmou que o Governo já prestou todos os esclarecimentos devidos no parlamento e mantém o foco no seu programa.


