Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela CGTP contra a reforma laboral do Governo. A paralisação afeta setores estratégicos como transportes, saúde, educação e aviação, prevendo-se uma adesão expressiva em todo o território nacional.
A paralisação geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) para esta quarta-feira está a afetar de forma significativa os principais serviços públicos e setores económicos do país.
Em causa está o pacote de revisão da legislação laboral proposto pelo Governo, denominado “Trabalho XXI”, que a central sindical considera um retrocesso nos direitos adquiridos.
A União Geral de Trabalhadores (UGT) decidiu não aderir ao protesto.
No setor dos transportes, o impacto é visível desde a madrugada. O Metropolitano de Lisboa suspendeu a circulação e a CP — Comboios de Portugal alerta para fortes perturbações, apesar dos serviços mínimos decretados. A Carris e a Transtejo operam com limitações severas, enquanto na aviação são estimadas perturbações em cerca de 500 voos, afetando a TAP e outras companhias.
Na saúde, a adesão da FNAM e do SEP condiciona hospitais e centros de saúde, com o adiamento de consultas e cirurgias programadas. No ensino, a greve coincide com as provas de Português do 6.º ano, tendo o Ministério da Educação garantido alternativas para os alunos afetados.
A mobilização estende-se à administração pública, autarquias e indústria, incluindo o parque da Autoeuropa.
O programa governamental em disputa prevê alterações no banco de horas, regras de despedimento e teletrabalho, além do alargamento dos serviços mínimos. A CGTP exige a retirada integral da proposta, prevendo que os efeitos da paralisação se estendam até à manhã de quinta-feira.


