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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

PORTUGAL INTEGRA ENSAIO INTERNACIONAL DE NOVA INJECÇÃO CONTRA O CANCRO

Portugal participa num ensaio clínico internacional de fase três para testar uma nova injeção contra o cancro da cabeça e do pescoço. O tratamento, que apresentou resultados promissores em fases iniciais, será aplicado em cinco hospitais nacionais a doentes em estado avançado da patologia.

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Portugal participa num ensaio clínico internacional de fase três para testar uma nova injeção contra o cancro da cabeça e do pescoço. O tratamento, que apresentou resultados promissores em fases iniciais, será aplicado em cinco hospitais nacionais a doentes em estado avançado da patologia.


Cinco hospitais em Portugal integram a fase três de um ensaio clínico internacional para testar uma nova injeção destinada ao tratamento do cancro da cabeça e do pescoço. As unidades envolvidas são o IPO do Porto, o Hospital de Santa Maria, o Hospital de Gaia-Espinho, a CUF Descobertas e o Hospital de Portimão.

Esta investigação foca-se no fármaco amivantamab, uma solução de oncologia de precisão que demonstrou resultados promissores em fases preliminares, incluindo reduções tumorais acentuadas e, em certos casos, a remissão completa de lesões. O ensaio em solo nacional prevê a participação de cerca de 15 doentes com patologia em estado avançado, integrando um estudo global que poderá envolver até 500 pessoas nos próximos anos.

O recrutamento prioriza pacientes que não tenham sido submetidos a determinadas terapias prévias. De acordo com os investigadores responsáveis, a inclusão do primeiro doente deverá ocorrer nas próximas semanas.

Embora os dados iniciais sejam encorajadores para a comunidade médica, os especialistas sublinham que a eficácia e a segurança do medicamento a longo prazo apenas serão confirmadas após a conclusão deste período experimental alargado.

A integração de Portugal nestas redes de investigação clínica visa garantir o acesso monitorizado a tratamentos inovadores, especialmente para doentes que enfrentam ausência de alternativas terapêuticas convencionais.

A participação nacional reforça a posição do país na inovação oncológica internacional.


Redação

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