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JOVENS PORTUGUESES ENTRE OS MAIS QUALIFICADOS APESAR DE DESIGUALDADES

O Balanço Anual da Educação 2026, da EDULOG, indica que os jovens portugueses estão entre os mais qualificados da União Europeia. Contudo, persistem desigualdades no percurso escolar, no acesso a graus avançados e na integração de alunos estrangeiros no sistema público de ensino.

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O Balanço Anual da Educação 2026, da EDULOG, indica que os jovens portugueses estão entre os mais qualificados da União Europeia. Contudo, persistem desigualdades no percurso escolar, no acesso a graus avançados e na integração de alunos estrangeiros no sistema público de ensino.


Portugal consolidou-se como um caso de sucesso educativo nas últimas três décadas, atingindo níveis de qualificação nos jovens que igualam ou superam a média europeia. O relatório Balanço Anual da Educação 2026, da fundação EDULOG, revela que 43 por cento dos cidadãos entre os 23 e os 27 anos possuíam formação superior em 2024.

Este progresso é visível na massificação do ensino obrigatório e na redução do abandono escolar, colocando o país entre os Estados-membros com maior proporção de mestres.

Todavia, o estudo alerta para contrastes geracionais acentuados e desigualdades que se deslocaram para o interior do sistema. Enquanto a geração mais jovem avança, a população ativa mais velha regista níveis de escolaridade secundária significativamente abaixo da média da União Europeia. O relatório destaca que o percurso académico continua a ser condicionado pelo contexto familiar: a probabilidade de prosseguir para um mestrado é superior entre filhos de pais licenciados.

Outro desafio estrutural prende-se com a integração de alunos estrangeiros, cujo número nas escolas públicas cresceu 283 por cento entre 2014 e 2023. Atualmente, um em cada sete alunos tem nacionalidade estrangeira, enfrentando barreiras linguísticas e taxas de retenção que triplicam a média nacional.

Geograficamente, o sucesso académico está concentrado em dez concelhos, que reúnem a maioria dos estudantes com alto desempenho, reforçando a necessidade de políticas territoriais diferenciadas.


Redação

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