CIÊNCIA & TECNOLOGIA
BRUXELAS ADVERTE PORTUGAL PARA ATRASO NA ADOÇÃO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A Comissão Europeia alertou esta quarta-feira que Portugal está a registar um atraso na adoção de tecnologias avançadas, como a Inteligência Artificial e a computação em nuvem, face à média da União Europeia, o que poderá comprometer a competitividade digital e a produtividade das empresas.
A Comissão Europeia alertou esta quarta-feira que Portugal está a registar um atraso na adoção de tecnologias avançadas, como a Inteligência Artificial e a computação em nuvem, face à média da União Europeia, o que poderá comprometer a competitividade digital e a produtividade das empresas.
O relatório anual sobre o Programa da Década Digital revela que a taxa de adoção de Inteligência Artificial (IA) nas pequenas e médias empresas portuguesas fixa-se nos 11,54%, valor significativamente inferior aos 19,95% registados na média comunitária. O ritmo de crescimento anual nacional, situado nos 33,7%, também não acompanha a dinâmica europeia de 48%. Nas grandes empresas, o cenário repete-se, com Portugal a registar 49,15% de utilização de IA face aos 55,03% da União Europeia.
A análise do executivo comunitário estende-se à computação em nuvem, onde as empresas nacionais apresentam igualmente indicadores abaixo da média. Nas PME, a taxa de utilização é de 34,11%, contra os 46,69% europeus. Bruxelas sublinha que esta lenta transição tecnológica pode dificultar o acesso a novos mercados online e limitar os ganhos de produtividade. Apesar do ecossistema de inovação mostrar progressos, a Comissão insiste na necessidade de acelerar a transformação digital no setor privado.
Em contraste com o setor empresarial, Portugal mantém uma posição de liderança nos serviços públicos digitais. A pontuação global para utilizadores nacionais atinge os 99,85 pontos em 100, superando a média europeia de 94,01. No que respeita aos serviços para empresas, o país obtém 90 pontos, também acima do registo comunitário. Esta eficácia administrativa e a boa infraestrutura de conectividade são apontadas como pontos fortes que contribuem para as metas da Década Digital até 2030.




