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DORES LOMBARES AFETAM UM TERÇO DA POPULAÇÃO E LIDERAM DOENÇAS CRÓNICAS

Quase um terço da população portuguesa, cerca de 3,2 milhões de pessoas, sofre de dores lombares, que se tornaram a principal doença crónica em 2025. Segundo o Inquérito Nacional de Saúde do INE, o excesso de peso e a hipertensão arterial são também problemas centrais na saúde pública.

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Quase um terço da população portuguesa, cerca de 3,2 milhões de pessoas, sofre de dores lombares, que se tornaram a principal doença crónica em 2025. Segundo o Inquérito Nacional de Saúde do INE, o excesso de peso e a hipertensão arterial são também problemas centrais na saúde pública.


O Inquérito Nacional de Saúde 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), identifica as dores lombares como a patologia crónica mais prevalente em Portugal, afetando 37,1% das mulheres e 26,1% dos homens. Este problema manifesta-se de forma acentuada a partir do grupo etário dos 45 aos 54 anos, sendo igualmente a principal causa de transtorno físico entre os jovens dos 25 aos 34 anos. A par desta condição, a hipertensão arterial, o colesterol elevado e as dores cervicais surgem como as preocupações de saúde mais reportadas pelos residentes.

No que respeita ao excesso de peso, os dados revelam que 57,1% da população adulta se encontra nesta categoria ou em situação de obesidade. A pré-obesidade afeta 3,8 milhões de pessoas, com maior incidência na população masculina, enquanto a obesidade é mais comum entre as mulheres. Geograficamente, a região Norte apresenta a menor taxa de obesidade do país, embora registe, juntamente com o Alentejo, a maior percentagem de indivíduos em estado de pré-obesidade.

O estudo do INE abordou ainda as dificuldades sensoriais e a saúde oral. Ouvir em ambientes ruidosos e a gestão da memória ou concentração foram as principais limitações físicas indicadas por 22,8% dos inquiridos. Relativamente à saúde oral, mais de metade da população avalia o seu estado como bom ou muito bom, com cerca de 60% dos residentes a confirmar a realização de consultas de medicina dentária no último ano.


Redação

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