A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos confirmou um agravamento de 2,7% na tarifa da eletricidade para os consumidores do mercado regulado a partir de outubro. A decisão reflete o aumento dos preços no mercado grossista de energia, justificado pela subida do gás natural e pela menor produção renovável.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou um aumento da tarifa da eletricidade no mercado regulado, que ditará uma subida de 2,7% na fatura dos consumidores a partir de outubro. Em termos práticos, para um agregado familiar composto por quatro pessoas, esta atualização tarifária poderá representar um acréscimo de cerca de 2,7 euros mensais.
A ERSE justificou esta revisão em alta com o aumento verificado nos custos de aquisição por parte do Comercializador de Último Recurso. Verificou-se um desvio face à previsão implícita nos preços que se encontram em vigor até ao final de setembro de 2026. Este desvio é um reflexo direto da tendência acentuada de subida dos preços da energia elétrica no mercado grossista.
O regulador sublinhou que a magnitude desta escalada era de difícil antecipação aquando da fixação inicial das tarifas para 2026. A instabilidade internacional e as tensões geopolíticas impulsionaram fortemente o preço do gás natural, o que encareceu a produção de eletricidade. O impacto tornou-se ainda mais percetível durante o terceiro trimestre, período em que a produção de energia através de fontes renováveis tem um menor peso no abastecimento do país, exigindo uma forte dependência da produção térmica convencional.


