A 15 de setembro de 2008, o Lehman Brothers apresentou o maior pedido de falência da história dos EUA. Este colapso desencadeou uma forte onda de pânico nos mercados acionistas globais, marcando o início da crise financeira internacional associada ao mercado do subprime.
A 15 de setembro de 2008, o panorama económico global sofreu um abalo estrutural quando o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos, formalizou um pedido de proteção contra credores ao abrigo do Capítulo 11 da lei de falências norte-americana. O passivo da instituição ascendia a cerca de 619 mil milhões de dólares, tornando esta na maior falência da história corporativa mundial.
A queda da instituição foi o culminar de meses de deterioração no mercado imobiliário dos Estados Unidos, fortemente associada à proliferação de hipotecas de alto risco, conhecidas como “subprime”. Ao contrário de outras instituições financeiras que receberam o resgate por parte do governo federal ou foram adquiridas por bancos rivais, o Lehman Brothers não encontrou um comprador de última hora, forçando as autoridades norte-americanas a deixá-lo ruir.
O impacto da falência foi imediato e devastador. Os mercados bolsistas em Wall Street registaram quedas históricas no próprio dia, e a falta de liquidez paralisou o crédito interbancário. Este evento desencadeou a crise financeira global, que arrastou grande parte das economias ocidentais para uma profunda recessão nos anos seguintes, originando perdas avultadas de postos de trabalho e falências corporativas em todo o mundo.


