As tarifas de eletricidade e de gás natural para o mercado regulado aumentam hoje, quinta-feira, 2,7% e 6,4%, respetivamente, segundo informou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). A subida dos preços reflete o agravamento dos custos no mercado grossista devido às tensões internacionais entre o Irão e os Estados Unidos.
As novas tarifas de gás natural abrangem cerca de 431 mil consumidores que permanecem no mercado regulado, com vigência estipulada para o período de 2026-2027, entre 1 de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027. Pelos cálculos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), um casal sem filhos no primeiro escalão de consumo passará a pagar mensalmente 17,38 euros, mais 0,91 euros do que em setembro. Por sua vez, uma família com dois filhos, inserida no segundo escalão, enfrentará um acréscimo de 1,62 euros na fatura média, que sobe para 32,53 euros.
No mercado liberalizado de gás natural, que agrega cerca de 1,14 milhões de clientes, os preços oscilam em função dos contratos celebrados com as respetivas comercializadoras. Os beneficiários de tarifa social mantêm um desconto de 31,2% em ambos os regimes.
No setor elétrico, a revisão tarifária abrange 779 mil consumidores do mercado regulado, representativos de cerca de 4,6% do consumo total. Uma família sem filhos com 3,45 kVA sofrerá um agravamento mensal de 0,95 euros, totalizando 37,77 euros, enquanto um agregado com dois filhos e 6,9 kVA pagará mais 2,70 euros, para 97,73 euros.
A ERSE atribui o ajustamento na eletricidade aos custos acrescidos de aquisição suportados pelo Comercializador de Último Recurso (CUR), influenciados pela subida das cotações grossistas, decorrente «em grande parte» do conflito bélico entre o Irão e os Estados Unidos.


