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SL BENFICA X SC BRAGA: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

Benfica vence com justiça, sem ter feito uma grande exibição, mas em “15 minutos à Benfica” marcou 3 golos e deu a volta ao resultado, perante um Braga que acreditou que poderia segurar a vantagem que teve durante 45 minutos, só a basear a sua estratégia numa boa organização defensiva.

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Benfica vence com justiça, sem ter feito uma grande exibição, mas em “15 minutos à Benfica” marcou 3 golos e deu a volta ao resultado, perante um Braga que acreditou que poderia segurar a vantagem que teve durante 45 minutos, só a basear a sua estratégia numa boa organização defensiva.

O Benfica entrou bem, por Arthur Cabral enviou uma bola à barra depois o Braga respondeu, equilibrou e acabou por marcar na sequência de uma excelente jogada de Álvaro Djaló que ultrapassou Otamendi em velocidade e assistiu Ricardo Horta.

Na segunda parte o Benfica dominou foi subindo de rendimento com o passar dos minutos e as entradas de Marcos Leonardo e Kokçu conseguiu materializar esse domínio com a obtenção de 3 golos.

Roger Schmidt volta a surpreender ao deixar João Neves fora do onze inicial. João Mário assumiu a batuta no meio-campo e deu qualidade na circulação, o golo do Braga e a instabilidade vinda das bancadas, com cânticos e arremesso de tochas ainda agravou e tornou o jogo mais difícil, mas desta vez o treinador alemão mexeu bem com a equipa e a capacidade de finalização de Marcos Leonardo, fez a diferença. Na primeira vez que tocou na bola, fez o golo do empate com um excelente remate cruzado de pé esquerdo. Depois Di Maria com um cruzamento de régua e esquadro ofereceu o golo a Neres e numa fase de descontrolo absoluto em que as dificuldades dos centrais do Braga ficaram bem patentes, o ponta- de-lança brasileiro bisou e descansou a nação benfiquista.

Rui Duarte deu músculo e criatividade ao meio-campo com a titularidade do ex-benfiquista Cher Ndour e Rodrigo Zalazar e na primeira parte resultou em pleno, faltou na segunda não se ter limitado a defender e só tentar evitar que o Benfica marcasse. Demorou a colocar Bruma em campo, que poderia ser importante para aproveitar o balanceamento ofensivo encarnado, ele que é dos melhores em transição e acabou por não ter capacidade defensiva para evitar a reviravolta das águias. Muito fraca a segunda parte do Braga. Não defendeu bem e não tentou atacar.

Marcos Leonardo foi decisivo e o homem do jogo com os dois golos, Di Maria ainda é um jogador superlativo na forma como trata a bola e se lhe derem espaço, assiste, cruza e remata como poucos. Neres fez um bom jogo e João Mário procurou dar qualidade na circulação.

João Moutinho é um dos melhores médios a atuar no campeonato português e foi o melhor do Braga, Zalazar enquanto teve capacidade física, Horta e Banza com missão de sacrifício também fizeram bom jogo.

O famalicense João Pinheiro, árbitro deste encontro não teve influência no resultado.


José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.

Fonte: Vídeo BTV

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