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BRAGANÇA: AGRICULTORES AGENDAM MANIFESTAÇÃO PARA QUINTA-FEIRA

Os agricultores do distrito de Bragança estão a mobilizar-se para uma nova manifestação na manhã de quinta-feira, em Macedo de Cavaleiros e Carrazeda de Ansiães.

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Os agricultores do distrito de Bragança estão a mobilizar-se para uma nova manifestação na manhã de quinta-feira, em Macedo de Cavaleiros e Carrazeda de Ansiães.

“Os agricultores estão a organizar-se porque entendem que as reivindicações que foram feitas pelos colegas das outras zonas do país são comuns, mas há algumas coisas específicas do Nordeste Transmontano e nós também queremos fazer ouvir a nossa voz. As pessoas estão descontentes”, adiantou à Lusa Luís Vila Real, produtor de maçã do Planalto de Ansiães.

Em específico, pedem a regionalização das medidas agrícolas, com dotações financeiras adequadas a cada território, bem como a implementação de torres antigranizo.

Sobre este último pedido, Luís Vila Real lembrou que a medida “foi prometida pelo Governo” e aprovada por unanimidade na Assembleia da República depois de proposta do grupo parlamentar do PS, sem que se veja “vontade na sua implementação”.

“Neste momento, quando confrontada a senhora ministra, (…) vemos uma atitude titubeante, um ziguezague permanente. No fundo, fugir às suas responsabilidades”, considerou Luís Vila Real.

Quanto ao facto de o atual Governo de gestão estar prestes a cessar funções, com o aproximar das eleições Legislativas de 10 de março, Luís Vila Real disse que “os agricultores são alheios a esta trapalhada” e que não podem ficar à espera de um novo executivo porque o granizo pode chegar já em maio:”Vamos avançar para um novo ciclo cultural sem garantias de estarmos protegidos? Mais vale não fazer nada”, atirou Luís Vila Real.

Sobre os custos da comparticipação do Estado para a região ter torres antigranizo, seria preciso um investimento de “pouco mais de 500 mil euros”, nas contas de Luís Vila Real, que garantiu ainda que só um compromisso por escrito da ministra da Agricultura no sentido da adoção da medida “sem dúvidas absolutamente nenhumas” poderia travar o protesto.

Luís Vila Real reforçou que essas torres já são usadas em Armamar e Moimenta da Beira com sucesso.

No Planalto de Ansiães há cerca de 2.500 hectares de olival, vinha e fruta, cultivados por perto de 300 agricultores.

Em 2023, só na produção de maçã, o granizo de maio de junho provocou em Carrazeda de Ansiães perdas superiores a 90% e nas zonas mais críticas atingiu 95 a 98% da produção. O concelho colhe, em condições normais, 25 a 30 mil toneladas por campanha.

Do lado de Macedo de Cavaleiros, são esperados por volta de 300 agricultores, vindos também dos concelhos de Alfândega da Fé, Mirandela, Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Bragança e Valpaços, distrito de Vila Real, disse à Lusa fonte da organização.

Na quinta-feira passada, os agricultores manifestaram-se no concelho de Mogadouro e chegaram a fechar o acesso, do lado português, à fronteira com Espanha, em Bemposta.

O Governo avançou na semana passada com um pacote de ajuda de mais de 400 milhões de euros destinados a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), garantindo que a maior parte das medidas entra em vigor este mês, com exceção das que estão dependentes de ‘luz verde’ de Bruxelas.

A Comissão Europeia vai preparar uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos 27 Estados-membros a 26 de fevereiro.

Os protestos dos agricultores portugueses são organizados pelo Movimento Civil de Agricultores, que se juntou às manifestações que têm ocorrido em outros países europeus, incluindo França, Grécia, Itália, Bélgica, Alemanha e Espanha.

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COIMBRA: RECLUSOS VÃO TRABALHAR PARA AJUDAR OS SERVIÇOS AUTÁRQUICOS

A Câmara de Coimbra e a prisão local vão celebrar um protocolo de colaboração para que reclusos em regime aberto possam trabalhar em várias áreas do município, como espaços verdes ou resíduos urbanos.

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A Câmara de Coimbra e a prisão local vão celebrar um protocolo de colaboração para que reclusos em regime aberto possam trabalhar em várias áreas do município, como espaços verdes ou resíduos urbanos.

O protocolo de colaboração foi hoje aprovado por unanimidade na reunião do executivo camarário, perspetivando a integração laboral de reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra em várias unidades orgânicas da autarquia.

“A Câmara de Coimbra pretende contribuir, assim, para a ressocialização e para a promoção da reinserção social, familiar e profissional desses reclusos, com vista à sua autonomização progressiva”, salientou o município.

O protocolo prevê que os presos possam trabalhar em tarefas como limpeza de matas e caminhos florestais, jardinagem e manutenção de espaços verdes, limpeza urbana, recolha de resíduos urbanos e obras de reparação e manutenção de edifícios, entre outras.

“Poderão, ainda, ser acrescentadas outras áreas de intervenção, consideradas necessárias e oportunas pela autarquia e passíveis de resposta pelos reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra”, acrescentou a autarquia.

Os trabalhos irão ocorrer em locais definidos pelos serviços municipais e dentro de um horário estabelecido.

Segundo o município, os presos terão direito a receber da autarquia “uma bolsa de ocupação mensal de montante igual ao valor do Indexante dos Apoios Sociais [cerca de 500 euros] e um subsídio de alimentação referente a cada dia de atividade, de valor correspondente ao atribuído à generalidade dos trabalhadores que exerçam funções públicas”.

O protocolo prevê ainda que os participantes possam integrar ações de formação.

Os reclusos que poderão trabalhar na autarquia serão selecionados pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

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VILA NOVA DE FOZ CÔA: BÁSICA URGÊNCIA ENCERRADA POR FALTA DE MÉDICOS

O Serviço de Urgência Básico (SUB) de Vila Nova de Foz Côa encontra-se encerrado por falta de médicos desde as 00h00 de hoje até às 8h00 de terça-feira, disse hoje à Lusa fonte da ULS da Guarda.

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O Serviço de Urgência Básico (SUB) de Vila Nova de Foz Côa encontra-se encerrado por falta de médicos desde as 00h00 de hoje até às 8h00 de terça-feira, disse hoje à Lusa fonte da ULS da Guarda.

“ALinha Saúde 24 e o Centro de Orientação de Doentes Urgente (CODU) estão devidamente informados e é da sua competência o encaminhamento dos doentes para outras Unidades de Saúde”, indicou a mesma fonte, questionada pela Lusa sobre este encerramento temporário.

Segundo a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, “o Serviço Nacional de Saúde (SNS) funciona em rede, pelo que todos os utentes têm assegurados cuidados de saúde em unidades de saúde de proximidade”.

O SUB do Centro de Saúde de Vila Nova de Foz Côa abrange ainda o concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, e Mêda, Figueira de Castelo, no distrito da Guarda.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, após confirmar o encerramento deste SUB, alegou hoje que este é um exemplo da falta de médicos nas regiões do interior.

“Depois da denúncia efetuada, confirmamos que a SUB está encerrada, o que vem demonstrar a falta de médicos no interior do país e em caso de urgência os doentes terão, em alguns dos casos, de percorrer pelo menos uma hora de viagem para chegar às urgências dos hospitais da Guarda ou Mirandela”, disse.

Rui Lázaro indicou ainda que teve conhecimento de uma grávida que se deslocou ao SUB de Vila Nova de Foz Côa, já em trabalho de parto, e que foi assistida por um médico que já se encontrava nos balneários da unidade de saúde, após finalizar o seu turno.

“Uma grávida deslocou-se a esta SUB, que estava encerrada por falta de médico, tendo entrado em trabalho de parto. Valeu-lhe o auxílio de clínico que tinha terminado o seu turno”, vincou o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar.

A SUB de Vila Nova de Foz Côa está dotada de uma Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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