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ALIJÓ: SANFINS DO DOURO VAI TESTAR RESPOSTA A CATÁSTROFES NATURAIS
A freguesia de Sanfins do Douro, em Alijó, foi escolhida para um projeto-piloto de 200 mil euros que junta a UTAD e os Bombeiros locais para criar um modelo inovador de gestão de riscos naturais. A iniciativa, apresentada esta quarta-feira, visa criar ferramentas digitais, instalar sensores meteorológicos e um Centro Interpretativo para aumentar a resiliência da região às alterações climáticas.
A freguesia de Sanfins do Douro, em Alijó, vai ser o centro de um projeto-piloto inovador para prevenir e mitigar riscos naturais, como incêndios ou inundações. O projeto “Dourorisk”, apresentado esta quarta-feira, representa um investimento de 200 mil euros e junta a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), os Bombeiros Voluntários locais e a Universidade de Vigo (Espanha).
O objetivo é “desenvolver soluções inovadoras, tecnológicas e replicáveis” para criar um modelo de gestão de riscos associados a eventos climáticos extremos, explicou Hugo Vilela, coordenador global do Dourorisk. O projeto pretende “aumentar a capacitação” de agentes locais como bombeiros, técnicos, autarquias e população.
O comandante dos bombeiros de Sanfins do Douro, Bruno Girão, realçou a importância do projeto, lembrando que os incêndios estão “cada vez mais agressivos” e as chuvas intensas provocam derrocadas. “Este projeto traz muitas vantagens, porque junta a parte científica, técnica e a aplicação no terreno”, referiu, ajudando a definir que formação e equipamentos são necessários.
No âmbito do Dourorisk, será criada uma ferramenta digital interativa com uma base de dados histórica de eventos (incluindo testemunhos da população), uma rede de sensores meteorológicos para recolher dados em tempo real e um Centro Interpretativo de Riscos Naturais em Sanfins.
A apresentação decorreu simbolicamente num dia em que o distrito de Vila Real se encontra sob aviso amarelo devido à depressão Cláudia. O objetivo, segundo Hugo Vilela, é que no futuro este sistema permita “antecipar informação sobre os impactos ao nível local” em dias como este.
O projeto, que decorre até 2028, foi financiado pela Fundação “la Caixa” e pela FCT. A presidente da Junta de Sanfins do Douro, Ana Maria, aplaudiu a iniciativa, lembrando que recentemente a chuva intensa provocou “a queda de muros no cemitério” e danos em caminhos, provando que “sempre houve mau tempo, mas não tanto como há agora”.
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