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ALVÃO: GOVERNO ANUNCIA PLANO DE RECUPERAÇÃO DOS INCÊNDIOS
A Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, visitou a área ardida e lamentou a perda de biodiversidade, incluindo o habitat da ameaçada borboleta-azul. Foi publicada hoje uma portaria que prevê contratos-programa a três anos para recuperar todas as áreas protegidas afetadas pelos incêndios no país.
O incêndio que lavrou na serra do Alvão queimou 1.600 hectares do Parque Natural, atingindo áreas de grande valor de biodiversidade, como o habitat da borboleta-azul, revelou a ministra do Ambiente. Numa visita ao local esta sexta-feira, Maria da Graça Carvalho defendeu um “cuidado especial” para este território e anunciou que todas as áreas protegidas afetadas pelos fogos terão contratos-programa de recuperação a três anos.
A ministra explicou que uma portaria, publicada hoje, visa a recuperação dos ecossistemas e prevê a criação destes “contratos-programa” para cada área protegida fustigada. Os planos começarão com “obras de grande emergência”, como a contenção de cinzas para evitar a contaminação das águas e a estabilização de solos, e avançarão depois para medidas “mais estruturantes” como a renaturalização e a reparação de infraestruturas.
Maria da Graça Carvalho destacou a importância de criar “zonas tampão” com espécies mais resistentes ao fogo. “Nota-se em vários locais que tenho visitado, quando há uma mistura de árvores que têm mais humidade, como os carvalhais, serviram de tampão ao incêndio”, realçou.
Sobre o Alvão, a ministra considerou a situação “particularmente triste”, lamentando a perda de “grande riqueza ambiental”. O fogo destruiu 1.600 dos 7.238 hectares do parque, afetando o frágil ecossistema da borboleta-azul, uma espécie ameaçada que agora terá de ser alvo de uma monitorização especial para avaliar o impacto real do incêndio.
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