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BRAGANÇA: ARGUIDOS EM SILÊNCIO SUJEITOS A PROVA DE ADN – CRIME DE DONAI

No primeiro dia do julgamento do casal acusado de matar três pessoas em Donai, em 2022, a procuradora revelou a existência de vestígios de ADN no braço de uma das vítimas e requereu a sua análise para comparação com os arguidos. Ambos os acusados optaram pelo silêncio, enquanto testemunhas recordaram a noite do primeiro crime.

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O julgamento do casal acusado de um triplo homicídio em Donai, Bragança, arrancou esta segunda-feira com um pedido do Ministério Público (MP) para a realização de análises ao ADN encontrado no braço de uma das vítimas. A revelação marcou o início de um dos julgamentos mais aguardados da região, no qual os dois arguidos optaram, para já, por permanecer em silêncio.

Durante a manhã, foram ouvidas três testemunhas: dois familiares das vítimas e o vizinho que prestou o primeiro socorro. O vizinho recordou ao coletivo de juízes o momento em que a vítima de 69 anos lhe apareceu à porta com a “cara toda ensanguentada”, a pedir ajuda para a mulher, que já estaria morta. Os familiares, por sua vez, confirmaram a toxicodependência do filho do casal, mas disseram desconhecer a alegada relação amorosa que este manteria com a arguida.

O casal está acusado de, em julho de 2022, ter matado três membros da mesma família em duas fases. A acusação sustenta que o arguido matou primeiro a mulher de 66 anos e, dez dias depois, regressou com a companheira para matar o marido desta, de 69 anos, e o filho do casal, de 40, com dezenas de facadas, incendiando a casa de seguida para apagar provas.

Perante o tribunal, ambos os arguidos recusaram prestar declarações, embora a arguida tenha indicado que poderá fazê-lo mais tarde. O julgamento prossegue com a audição de mais testemunhas, incluindo os bombeiros que foram ao local.


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