O custo do cabaz alimentar essencial em Portugal registou uma redução acentuada esta semana, marcando o valor mais baixo desde janeiro de 2026. Esta descida reflete a estabilização dos preços de produção e o impacto direto das recentes medidas de controlo da inflação no setor do retalho.
A monitorização semanal dos preços dos produtos alimentares básicos em Portugal aponta para uma tendência de deflação no setor retalhista nacional, segundo os dados atualizados ao final da tarde de hoje. Entre os produtos que mais contribuíram para este alívio na carteira dos consumidores encontram-se os laticínios, a carne de aves e os produtos hortícolas da época, cujos preços de venda ao público recuaram de forma expressiva face à pressão inflacionista registada no primeiro semestre do ano.
Especialistas do setor económico sublinham que este recuo é fruto de uma combinação de fatores estruturais, incluindo a redução sustentada dos custos energéticos na cadeia logística e a entrada em vigor de novos acordos de estabilização entre o Ministério da Economia e as grandes superfícies comerciais. Contudo, apesar desta descida homóloga ser a mais significativa do ano, as associações de defesa do consumidor mantêm-se cautelosas. Alertam que o poder de compra global das famílias ainda recupera lentamente dos choques externos ocorridos no biénio anterior e pedem vigilância sobre as margens de lucro dos intermediários.
O Governo já reagiu aos dados, afirmando que a trajetória descendente valida as políticas económicas em curso e a estratégia de apoio à produção nacional. Por outro lado, o setor da distribuição antecipa que esta tendência se mantenha nos próximos meses, caso as condições geopolíticas internacionais e os custos dos fertilizantes continuem a apresentar sinais de estabilidade.
Redação


