O Governo vai disponibilizar até 12 milhões de euros para apoiar diretamente os viticultores da Região Demarcada do Douro que não consigam escoar a produção da vindima atual. O valor previsto ronda os 50 cêntimos por quilo de uva não vendida e será pago pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.
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O Governo vai disponibilizar um montante de até 12 milhões de euros para apoiar de forma direta os viticultores da Região Demarcada do Douro que enfrentem dificuldades no escoamento da produção da presente vindima. A medida prevê um apoio próximo de 50 cêntimos por quilo de uva que fique por vender, sendo o cálculo efetuado por hectare. O processo de execução e pagamento ficará sob a alçada do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).
Esta iniciativa surge como uma resposta de caráter pontual à conjuntura de crise vivida na região e não contempla a destilação de uvas excedentárias, em contraste com a solução adotada no ano transato. Paralelamente, o Executivo manifestou a intenção de criar um fundo permanente para amortecer futuras oscilações de mercado e atenuar os encargos suportados pelo setor vitivinícola.
A medida segue-se ao anúncio de uma linha de crédito de tesouraria de 100 milhões de euros para empresas e cooperativas honrarem os pagamentos das uvas adquiridas. A atual crise decorre do excesso de produção, do decréscimo das vendas e do agravamento dos custos de exploração. Em protesto contra as dificuldades no escoamento, viticultores chegaram a despejar cerca de 300 quilos de uvas junto à sede do IVDP, no Peso da Régua.
Apesar de o benefício ter sido fixado em 76 mil pipas, mais mil do que no ano anterior, os compradores não estão obrigados a absorver a totalidade da produção.


