NACIONAL
CGTP ACUSA GOVERNO DE REFORMA “À SOCAPA” E EXCLUI REUNIÕES PARALELAS
Tiago Oliveira, líder da CGTP, acusa o Governo de negociar a lei laboral “à socapa” e reafirma que a central não aceita participar em reuniões fora da Concertação Social. Com uma manifestação marcada para 17 de abril, o sindicato não descarta a greve geral contra o que classifica de pacote “anticonstitucional”.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, reiterou hoje, 6 de abril, a recusa da central sindical em participar em “reuniões paralelas” com o Governo sobre a reforma da lei laboral. Em conferência de imprensa frente ao Ministério do Trabalho, horas antes de o Executivo receber a UGT e as confederações empresariais, o líder sindical acusou o Governo de Luís Montenegro de negociar “à socapa” e de forma “antidemocrática”.
A CGTP exige que todo o processo decorra exclusivamente em sede de reuniões plenárias da Concertação Social, recusando “pedir por favor” para ser convocada pelos mesmos métodos utilizados para os restantes parceiros.
Tiago Oliveira afirmou que o atual pacote laboral atenta contra os direitos dos trabalhadores, destacando como pontos críticos o regresso do banco de horas individual e o alargamento do prazo dos contratos a termo. Perante o que considera ser um “cozinhar de estratégia” à margem das instituições, a CGTP mantém a convocação de uma manifestação para o dia 17 de abril.
O dirigente vincou que todas as formas de luta, incluindo a greve geral, estão em cima da mesa, remetendo para os deputados na Assembleia da República a responsabilidade final sobre a aprovação de eventuais retrocessos na legislação laboral.
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