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CHAVES: RIO TÂMEGA AMEAÇA INUNDAR BAIXA DA CIDADE – ALERTA

O rio Tâmega está no limite em Chaves. A Câmara Municipal ativou o alerta de inundações, com a água a escassos centímetros de galgar as margens na zona histórica. Foram cortadas estradas, avisada a população por SMS e distribuídos sacos de areia para proteger casas e comércio.

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O concelho de Chaves encontra-se em estado de alerta devido à “previsível” subida do caudal do rio Tâmega, que já transbordou em algumas zonas e ameaça áreas com restauração, comércio e habitação. O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, em declarações à agência Lusa na tarde de quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, expressou preocupação com a situação. Vaz referiu que o rio Tâmega já tinha transbordado há cerca de cinco a seis dias na zona sul da cidade, perto da ponte Carmona, ocupando a área verde adjacente. Mais criticamente, junto à ponte Romana, onde se concentram restaurantes e serviços comerciais, o Tâmega estava a apenas 15 centímetros de transbordar no momento do ponto de situação.

Perante o cenário, a autarquia flaviense tomou medidas preventivas. Durante a noite de quarta para quinta-feira, vias que tradicionalmente ficam inundadas foram encerradas, foi colocada sinalização apropriada e um sentido de trânsito foi alterado para garantir a segurança da população. O autarca apelou à “cautela” dos cidadãos, salientando que o caudal do rio continua a crescer, antecipando transbordos em outros locais da cidade e potenciais inundações.

A Proteção Civil municipal tem desempenhado um papel crucial na gestão da crise. Além do encerramento de vias e sinalização, os proprietários de algumas habitações foram notificados via SMS e, nas zonas consideradas mais vulneráveis a inundações, foi feita uma comunicação mais pessoal e direta. Em paralelo, a Câmara de Chaves está a disponibilizar sacos de areia aos residentes e comerciantes que pretendam tentar conter a entrada de água nas suas propriedades. Nuno Vaz alertou ainda para o perigo de aluimentos e derrocadas, resultantes da saturação dos solos, embora, até ao final da tarde de quinta-feira, não houvesse “nada de significativo a registar” nesse aspeto.

A situação em Chaves insere-se num contexto meteorológico adverso que afeta Portugal continental, com a depressão Leonardo a prever chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento intenso e agitação marítima forte até sábado. Esta depressão surge após o país ter sido atingido pela depressão Kristin na semana anterior, que causou avultados estragos e levou à morte de dez pessoas, sobretudo na região Centro.

 


Redação

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