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DESPORTO

CORRUPÇÃO: JUSTIÇA MANDA REPETIR JULGAMENTO DE CÉSAR BOAVENTURA

O Tribunal da Relação do Porto deu razão ao recurso do empresário de futebol e anulou a pena de três anos e quatro meses de prisão suspensa por corrupção desportiva. Os juízes desembargadores consideraram que o tribunal de primeira instância errou ao não ouvir testemunhas-chave da defesa, como o ex-presidente do Rio Ave, António Silva Campos. César Boaventura já reagiu, afirmando que foi um “bode expiatório para atacar o Benfica”.

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O Tribunal da Relação do Porto anulou a condenação de César Boaventura no caso de corrupção desportiva relacionado com um jogo entre o Rio Ave e o Benfica, em 2015/16, e ordenou a reabertura do julgamento em primeira instância. A decisão, a que a Lusa teve acesso esta quinta-feira, baseia-se em falhas processuais, nomeadamente a recusa em ouvir testemunhas arroladas pela defesa.

A reação de César Boaventura não se fez esperar. Nas redes sociais, o empresário falou numa “vitória clara” e afirmou ter sido transformado em “bode expiatório para atacar o Benfica”. “Em primeira instância, calaram-me, calaram as minhas testemunhas, negaram-me o direito à defesa e tentaram enterrar-me vivo em crimes que nunca cometi. A Relação corrigiu essa injustiça”, escreveu.

A Relação do Porto considerou que o tribunal de Matosinhos falhou ao indeferir a audição de testemunhas consideradas cruciais pela defesa, como o antigo presidente do Rio Ave, António Silva Campos, e o então diretor-geral do clube, Miguel Ribeiro. Essa falha processual levou agora à anulação da condenação.

Recorde-se que, em fevereiro de 2024, o tribunal de primeira instância tinha dado como provado que Boaventura aliciou três jogadores do Rio Ave — Cássio, Marcelo e Lionn — para facilitarem a vitória do Benfica na 31.ª jornada da I Liga de 2015/16, um jogo que as ‘águias’ venceram por 1-0.


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Vítor Fernandes

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