ECONOMIA & FINANÇAS
DONALD TRUMP ADIA NOVAS TARIFAS PARA 7 DE AGOSTO
O Presidente Trump adiou para 7 de agosto a entrada de novas tarifas globais, que estabelecem taxas até 40% para dezenas de países.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar a entrada em vigor de um novo pacote de tarifas comerciais globais. Através de uma ordem executiva, foi determinado que as novas taxas, que deveriam ser aplicadas a partir de hoje, sexta-feira, só começarão a ser cobradas na próxima quinta-feira, 7 de agosto.
O novo plano tarifário foi publicado na noite de quinta-feira no portal da Internet da Casa Branca, poucas horas antes do fim do prazo dado aos parceiros comerciais para chegarem a um acordo sobre as novas taxas. As alterações entrarão formalmente em vigor às 4h01 de dia 7 (5h01 em Lisboa).
No decreto, a administração norte-americana justifica a extensão do prazo com o estado atual das negociações. O documento refere que alguns parceiros comerciais dos Estados Unidos “estão prestes a concordar com compromissos comerciais e de segurança significativos”.
Contudo, a ordem executiva acrescenta que outros parceiros, apesar de terem iniciado negociações, propuseram condições que “não resolvem de forma suficiente” os desequilíbrios nas relações comerciais ou não se alinham com os Estados Unidos em questões económicas e de segurança nacional. O texto menciona ainda um terceiro grupo de países que “não se envolveram diretamente nas negociações”.
Novas Taxas Definidas
O plano detalha uma nova estrutura de taxas, com diferentes níveis de aplicação:
- 15%: Será a nova taxa mínima para os países com os quais os Estados Unidos consideram ter um défice comercial. De acordo com a CNN, cerca de 40 países estão sujeitos a esta percentagem, incluindo nações como Costa Rica, Equador, Venezuela e Bolívia.
- 40%: Taxas mais gravosas serão aplicadas a países como Myanmar (antiga Birmânia) e o Laos.
- Taxas Agravadas: Apenas três países – República Democrática do Congo, Guiné Equatorial e Suíça – verão as suas tarifas atuais serem aumentadas para valores ainda mais altos.
- 10%: Para os países com os quais os EUA mantêm um superavit comercial (vendem mais do que compram), continua em vigor a taxa de 10% definida a 2 de abril.




