O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto fixou, na Régua, em 76 mil o número de pipas de mosto a transformar em vinho do Porto na próxima vindima. O valor representa um aumento de mil pipas face ao período anterior, visando a sustentabilidade económica da região.
O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) deliberou, na passada sexta-feira, fixar em 76 mil o número de pipas de mosto a transformar em vinho do Porto na vindima de 2024. A decisão, tomada por unanimidade durante uma reunião no Peso da Régua, representa um ligeiro incremento de mil pipas em comparação com o quantitativo estabelecido para o ano anterior.
O presidente do IVDP, Gilberto Igrejas, destacou o consenso alcançado entre os representantes da produção e do comércio. Segundo o responsável, este acordo demonstra uma avaliação rigorosa da conjuntura atual e reflete um compromisso mútuo em prol da sustentabilidade económica, social e ambiental dos agricultores durienses. A medida visa valorizar a região num contexto de instabilidade nos mercados internacionais.
Embora o valor fixado represente uma estabilização após anos de descidas acentuadas, o setor enfrenta desafios significativos. O benefício, que é a principal fonte de rendimento de muitos produtores, chegou a atingir as 104 mil pipas em 2023, tendo descido progressivamente. Estima-se que cada pipa de benefício corresponda a um pagamento médio de mil euros aos viticultores locais.
As previsões de colheita para este ano apontam para um aumento da produção total de vinho no Douro entre 25 a 30 por cento face às 178 mil pipas registadas no ano passado. Contudo, a produção final poderá ser influenciada pelas condições meteorológicas, nomeadamente pelas ondas de calor. A vindima deverá ter início em meados de agosto.


