INTERNACIONAL
EM 2025 A UNIÃO EUROPEIA DEVERÁ ATINGIR NOVO RECORDE EM DESPESA MILITAR
Os gastos com a Defesa no bloco europeu vão chegar aos 381 mil milhões de euros este ano, impulsionados pela guerra na Ucrânia e por novas metas da NATO. A Agência Europeia de Defesa revela que, no ano passado, Portugal e a Irlanda foram os únicos dois países da UE a reduzir ligeiramente a sua despesa militar.
Os gastos com armamento na União Europeia (UE) vão atingir um novo máximo histórico este ano, chegando aos 381 mil milhões de euros, anunciou esta terça-feira a Agência Europeia de Defesa (EDA). O valor reflete a forte aceleração do investimento militar desde a invasão russa da Ucrânia e surge numa altura em que a NATO define metas de despesa ainda mais ambiciosas para os seus membros.
Este aumento é generalizado em quase todo o bloco. Segundo o relatório da EDA, em 2024, a despesa militar na UE já tinha atingido os 343 mil milhões de euros, e 25 dos 27 Estados-membros aumentaram os seus orçamentos. As únicas exceções foram a Irlanda e Portugal, que “as reduziram ligeiramente”, contrariando a tendência europeia.
O relatório surge numa altura em que os países da NATO decidiram intensificar os seus esforços, apontando para uma meta de dedicar pelo menos 3,5% do PIB a despesas estritamente militares. Para atingir este objetivo, o diretor da EDA, André Denk, afirmou que a UE precisaria de “redobrar os esforços” e gastar mais de 630 mil milhões de euros por ano.
“A Europa está a gastar quantias recorde na sua defesa, para garantir a segurança dos nossos cidadãos, e não vamos ficar por aqui”, afirmou a chefe da diplomacia europeia e presidente da EDA, Kaja Kallas, sublinhando o compromisso político com o rearmamento face às ameaças atuais.
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