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AUMENTO DO CANCRO DO FÍGADO E FALHAS NO RASTREIO – ESTUDO

Um novo estudo, realizado por especialistas portugueses, revela que o cancro do fígado mata 1.200 pessoas por ano em Portugal e terá um custo para o país de 77 milhões de euros anuais em 2027. O hepatologista José Presa Ramos, coautor do estudo, aponta o “consumo exagerado de álcool” como a principal causa para a cirrose que origina 90% destes tumores. O alerta surge no mesmo dia em que a OMS pede políticas mais rigorosas sobre o álcool para prevenir o cancro. O estudo denuncia ainda que mais de metade dos casos são diagnosticados tardiamente e que há falhas graves no rastreio de doentes de risco.

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O cancro do fígado mata 1.200 pessoas por ano em Portugal e o seu impacto económico deverá atingir os 77 milhões de euros anuais em 2027, revela um novo estudo que aponta o “consumo exagerado de álcool” como a principal causa da doença. O trabalho, hoje divulgado, alerta que mais de metade dos casos são diagnosticados em fases muito avançadas e que existem falhas no rastreio de doentes de risco no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Em Portugal a principal causa é que há um consumo exagerado, nocivo, de álcool”, lamentou em declarações à Lusa o hepatologista José Presa Ramos, coautor do estudo. O especialista explica que 90% destes tumores se desenvolvem em fígados já doentes, na esmagadora maioria com cirrose hepática, uma condição diretamente ligada ao alcoolismo.

O apelo do especialista por mais prevenção é corroborado pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Também hoje, a OMS e a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro defenderam a implementação de “políticas rigorosas sobre o álcool”, como o aumento de impostos e restrições de venda, como uma das formas mais eficazes de prevenir o cancro.

Para além da prevenção, o estudo aponta falhas no diagnóstico. Os doentes com cirrose deveriam fazer uma ecografia a cada seis meses, mas, segundo Presa Ramos, em 40% dos casos esse prazo não é cumprido no SNS por “falta de capacidade de resposta”. O especialista alerta ainda para a falta de literacia em saúde, que leva muitos doentes a não realizarem o exame por não compreenderem a gravidade de uma “doença silenciosa”.


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Redação

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