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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

ESTUDO: HÁ 13 MILHÕES DE ANOS TRAVOU-SE UMA LUTA DE TITÃS. QUEM VENCEU ?

Um osso de perna fossilizado de um “pássaro do terror”, com 13 milhões de anos, apresenta marcas de dentes que sugerem que a temível ave foi morta por um predador ainda mais poderoso, provavelmente um jacaré gigante.

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Um osso de perna fossilizado de um “pássaro do terror”, com 13 milhões de anos, apresenta marcas de dentes que sugerem que a temível ave foi morta por um predador ainda mais poderoso, provavelmente um jacaré gigante.

A descoberta, publicada na revista científica Biology Letters, oferece uma prova rara de uma “batalha até à morte” entre dois dos maiores predadores da sua época.

Paleontólogos na Colômbia utilizaram impressões digitais 3D para analisar as marcas de mordida no fóssil, encontrado no Deserto de Tatacoa. A análise comparou as marcas com as de um jacaré, permitindo aos cientistas reconstruir o ataque.

Os “pássaros do terror”, ou forusracídeos, eram predadores temíveis, podendo ultrapassar os 2,5 metros de altura e usando as suas pernas possantes e bicos em forma de gancho para dominar as presas. A questão que se colocava era se a ave teria sido caçada ou se o jacaré apenas se alimentou de uma carcaça.

Andres Link, cientista principal do estudo, explica que a ausência de sinais de cura no osso é a chave. “Se já não estivesse morto, morreu no ataque”, afirmou à BBC. “Aquele foi o último dia em que o pássaro esteve neste planeta”.


Compreenda os Factos:

Um novo estudo sobre um fóssil com 13 milhões de anos, encontrado na Colômbia, revela uma luta mortal entre dois superpredadores da pré-história. Saiba o essencial:

A Vítima: Um “pássaro do terror” (forusracídeo), uma ave predadora com cerca de 2,5 metros de altura, conhecida pelo seu bico em forma de gancho.

A Prova: Um osso da sua perna fossilizado, com claras marcas de dentes.

O Agressor: As marcas, analisadas em 3D, são compatíveis com as de um jacaré gigante que viveu na mesma época e local.

A Conclusão: O pássaro foi atacado por um predador ainda maior. A ausência de cicatrização no osso sugere que morreu durante ou logo após o ataque.

Onde: O fóssil foi descoberto no Deserto de Tatacoa, na Colômbia, uma zona rica em vestígios do período Mioceno.

A Relevância: É uma prova rara da interação direta e da cadeia alimentar entre os maiores predadores do seu ecossistema.

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