INTERNACIONAL
ESTUDO LIGA ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS A 16.500 MORTES POR CALOR NA EUROPA
Uma investigação liderada por instituições britânicas analisou 854 cidades europeias entre junho e agosto e concluiu que o aquecimento global foi responsável por 68% do total de mortes relacionadas com as altas temperaturas. No total, o calor terá provocado mais de 24.400 mortes no período em análise.
As altas temperaturas agravadas pelas alterações climáticas terão sido responsáveis pela morte de cerca de 16.500 pessoas em 854 cidades europeias durante o verão de 2025. A estimativa consta de um novo estudo científico, divulgado esta quarta-feira, que conclui que o aquecimento global provocado pela atividade humana esteve na origem de 68% do total de mortes relacionadas com o calor.
A investigação, liderada por especialistas do Imperial College London e da London School of Hygiene and Tropical Medicine, analisou os dados de mortalidade entre 1 de junho e 31 de agosto nas cidades estudadas, que representam cerca de 30% da população europeia. No total, foram registadas 24.440 mortes associadas ao calor.
O estudo foi mais longe e calculou qual a fatia desta mortalidade que pode ser diretamente atribuída à crise climática. A conclusão é que cerca de dois terços das vítimas, ou seja, 16.500 pessoas, não teriam morrido se as temperaturas se mantivessem nos níveis do período pré-industrial.
Este estudo europeu surge na sequência de um verão que, também em Portugal, foi classificado como o mais quente e seco em quase um século. As ondas de calor persistentes alimentaram incêndios devastadores e colocaram uma enorme pressão sobre os serviços de saúde, confirmando que a Península Ibérica é uma das zonas mais vulneráveis aos impactos da crise climática.
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