ECONOMIA & FINANÇAS
EXPORTAÇÕES PARA OS EUA AFUNDAM 39,4% EM JUNHO, ANTES DAS NOVAS TARIFAS
Dados do INE revelam que a forte redução na venda de produtos químicos levou a uma quebra abrupta nas exportações para o mercado norte-americano. O défice da balança comercial agravou-se em termos homólogos para 2,3 mil milhões de euros, apesar do bom desempenho das vendas para a Alemanha.
As exportações portuguesas para os Estados Unidos registaram uma queda abrupta de 39,4% em junho, face ao mesmo mês do ano anterior, uma quebra que ocorreu ainda antes da aplicação das novas tarifas anunciadas por Washington. Os dados, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), são justificados sobretudo pela forte redução nas vendas de produtos químicos.
Esta forte contração nas vendas para um mercado-chave, combinada com um aumento de 3,9% nas importações globais, contribuiu para o agravamento do défice da balança comercial de bens. O saldo negativo subiu para 2.348 milhões de euros em junho, um aumento de 337 milhões face a junho de 2024.
Em sentido oposto à tendência dos EUA, as exportações para a Alemanha, outro mercado crucial, cresceram 16,4%, impulsionadas pelo setor do material de transporte. No cômputo geral, as exportações portuguesas registaram uma ligeira queda homóloga de 0,1% em junho, embora mantenham um crescimento de 3,1% no acumulado do primeiro semestre do ano.
Do lado das importações, o INE destaca o crescimento na compra de produtos alimentares, principalmente de Espanha, e de material de transporte, como automóveis.
Rádio Regional | JornalOnline




