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TRÁS-OS-MONTES: COMPENSAÇÕES POR ATAQUES DE LOBO-IBÉRICO REFORÇADAS
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, um reforço das compensações destinadas aos produtores de gado afetados por ataques de lobo-ibérico. A medida visa equilibrar a sustentabilidade da atividade agrícola com o regime de proteção legal da espécie em Portugal.
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, um reforço das compensações destinadas aos produtores de gado afetados por ataques de lobo-ibérico. A medida visa equilibrar a sustentabilidade da atividade agrícola com o regime de proteção legal da espécie em Portugal.
O Conselho de Ministros aprovou uma alteração ao regime de proteção do lobo-ibérico, focada no aumento dos apoios financeiros atribuídos aos criadores de gado. Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, a iniciativa pretende garantir uma convivência mais harmoniosa entre a exploração pecuária e a preservação da fauna selvagem, embora o valor exato do reforço não tenha sido divulgado.
Atualmente, os produtores têm direito a indemnizações que cobrem até 50% dos prejuízos até ao décimo quinto ataque registado anualmente. Este novo quadro legislativo surge após protestos de movimentos de produtores nacionais e da Galiza, que em fevereiro reivindicaram a revisão do estatuto de proteção da espécie devido ao impacto recorrente nos rebanhos e àquilo que consideram uma ação excessiva sobre os animais de pastoreio.
No âmbito do Programa Alcateia 2025-2035, o executivo prevê um orçamento de 3,3 milhões de euros para 2026, destinado tanto à conservação como ao pagamento de danos. O país contabiliza cerca de 300 lobos distribuídos por 58 alcateias, localizadas sobretudo no Peneda-Gerês, Alvão-Padrela, Bragança e a sul do Douro, áreas onde a pressão sobre a pecuária é mais acentuada. Em paralelo, o Ministério do Ambiente prepara um novo decreto-lei para reforçar a proteção da espécie, o que tem gerado críticas adicionais por parte das associações do setor.




