INTERNACIONAL
GUERRA: DONALD TRUMP “INSATISFEITO” ADMITE “ERRO” RUSSO NA POLÓNIA
O Presidente norte-americano classificou a intrusão de drones russos como um possível “erro”, num tom que contrasta com o de um influente grupo bipartidário do Congresso, que considera o ato uma “escalada sem precedentes” e um “desafio direto ao artigo 5.º” da NATO. Os congressistas pedem mais sanções e apoio à Ucrânia, enquanto o Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje de emergência para debater a crise.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que a intrusão de drones russos no espaço aéreo da Polónia “pode ter sido um erro”, um tom cauteloso que contrasta com a reação dura de um grupo bipartidário do Congresso norte-americano, que classificou o incidente como um “desafio direto” à NATO e exigiu uma “resposta unificada e decisiva”. A reação dividida de Washington surge na véspera de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o tema.
Numa declaração conjunta, os quatro copresidentes do grupo do Congresso pela Ucrânia condenaram inequivocamente a “violação imprudente e ilegal” do espaço aéreo polaco. Os legisladores consideram que o ato representa “uma escalada sem precedentes que ameaça diretamente a segurança da Polónia” e um “desafio direto ao compromisso da NATO com o artigo 5.º”, a cláusula de defesa mútua.
Face à gravidade da situação, os congressistas apelaram a sanções “mais fortes e direcionadas” contra Moscovo, ao aumento do envio de sistemas de defesa aérea para a Ucrânia e a uma “coordenação reforçada” no seio da NATO para proteger os países do leste europeu.
Apesar da pressão do Congresso, Donald Trump, que tem procurado um papel de mediador, optou por uma abordagem mais contida. Embora se tenha mostrado “insatisfeito com a situação”, a sua sugestão de que a incursão “pode ter sido um erro” destoa da posição dos seus aliados europeus, que a consideraram uma provocação deliberada.
O palco para o próximo capítulo desta crise será em Nova Iorque. A pedido da Polónia, o Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência esta sexta-feira para debater o que o chefe da diplomacia polaca classificou como “um teste militar e político para toda a NATO”.
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