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ECONOMIA & FINANÇAS

HABITAÇÃO: TAXA DE ESFORÇO PARA ARRENDAR FIXA-SE NOS 80% NO FINAL DE 2025

As famílias portuguesas gastam, em média, 80% do rendimento para arrendar casa e 70% para comprar, revela o Idealista. Lisboa regista uma taxa de esforço de 113% na compra, tornando-se a cidade mais cara do país. Em contrapartida, Portalegre e Guarda surgem como os mercados mais acessíveis, com taxas de esforço próximas dos 33% no arrendamento.

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O esforço financeiro necessário para aceder ao mercado habitacional em Portugal permanece em níveis críticos. De acordo com os dados do portal Idealista relativos ao quarto trimestre de 2025, a taxa de esforço nacional para o arrendamento situou-se nos 80%, enquanto a aquisição de habitação própria exige, em média, 70% do rendimento familiar. Estes valores superam largamente o limite de 33% recomendado pelas autoridades financeiras para garantir a sustentabilidade dos orçamentos domésticos.

A análise por capitais de distrito revela assimetrias regionais profundas. No mercado de arrendamento, o Funchal lidera como a cidade menos acessível, com uma taxa de esforço de 93%, seguida de Faro (90%) e Lisboa (84%).

No Porto, o peso das rendas fixa-se nos 69%. Apenas Portalegre e Guarda, ambas com 34%, se aproximam do patamar de equilíbrio. No que respeita à compra de casa, o cenário é ainda mais pressionado na capital: em Lisboa, a taxa de esforço atinge os 113%, o que indica que o custo da prestação bancária supera o rendimento médio familiar.

Funchal (102%) e Faro (97%) seguem a mesma tendência de insustentabilidade. Em sentido oposto, cidades como Guarda (18%), Portalegre (21%) e Castelo Branco (22%) mantêm-se como as opções mais acessíveis para a compra de imóvel, sendo as únicas abaixo do limite recomendado.


Redação

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