Os incêndios rurais em Portugal causaram prejuízos diretos superiores a 85 milhões de euros em 2025, segundo o Sistema Integrado de Gestão de Fogos Rurais. O relatório anual indica que o investimento em prevenção e combate atingiu os 600 milhões, num ano marcado por seis vítimas mortais.
Os prejuízos diretos provocados pelos incêndios rurais em Portugal ultrapassaram os 85 milhões de euros durante o ano de 2025, de acordo com os dados oficiais do Sistema Integrado de Gestão de Fogos Rurais (SIGFR). Este valor incide sobre perdas materiais, biomassa, frutos e serviços de ecossistemas, deixando de fora os custos indiretos e a perda de vidas humanas. No período em análise, o Estado Português investiu cerca de 600 milhões de euros nas áreas de prevenção e combate ao fogo.
A análise detalhada por espécie revela que o pinheiro-bravo sofreu o maior impacto financeiro, com danos estimados em 52 milhões de euros para uma área ardida de quase 59 mil hectares. O eucalipto registou perdas de 11 milhões de euros, enquanto o sobreiro, apesar da menor área afetada, somou prejuízos de 1,1 milhões devido ao seu elevado valor económico. O balanço do SIGFR contabiliza ainda a morte de seis pessoas, entre civis e operacionais, durante as operações de socorro.
A dimensão ambiental dos fogos de 2025 é igualmente sublinhada pela libertação de 3,6 milhões de toneladas de carbono para a atmosfera, o que representa o dobro da média habitual e cerca de um quarto das emissões totais do país. A Quercus alertou para a necessidade de reformar a gestão da paisagem, criticando a dependência excessiva das estruturas de combate face à falta de políticas de prevenção estrutural e contínua no território nacional.


