NACIONAL
INEM NÃO GARANTE HELICÓPTEROS E GOVERNO VOLTA A FALHAR
A garantia da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de que os quatro novos helicópteros de emergência médica estariam a operar 24 horas por dia até ao fim do mês não deverá ser cumprida. Segundo o jornal Público, o INEM não avança com uma data concreta para o arranque do serviço em pleno, afirmando que a implementação está a ser “gradual”. Atualmente, operam apenas três aparelhos e só durante o dia.
A promessa da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de que os quatro novos helicópteros do INEM estariam a operar 24 horas por dia “dentro de poucas semanas” não deverá ser cumprida no prazo anunciado. No dia em que a governante é ouvida no Parlamento, o jornal Público avança que nem o INEM nem a empresa operadora garantem o arranque do serviço em pleno até ao final de setembro, como tinha sido assegurado.
Confrontado pelo Público sobre a data de início do serviço 24 horas, o INEM referiu apenas que a implementação está a ser “gradual, de modo a garantir-se o cumprimento de todos os requisitos”, sem se comprometer com o prazo. A empresa maltesa Gulf Med, que venceu o concurso, também se recusou a dar um prazo concreto.
Atualmente, o Serviço de Helicópteros de Emergência Médica opera com apenas três dos quatro helicópteros previstos e somente “em regime de 12 horas diurnas”, com bases em Macedo de Cavaleiros, Évora e Loulé. O serviço noturno continua a ser assegurado com o apoio da Força Aérea Portuguesa.
Este serviço resulta de um concurso público internacional de 40 milhões de euros, adjudicado em março à Gulf Med, para a operação de quatro helicópteros Airbus H145, a partir de bases em Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, até ao final de 2030.
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