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ECONOMIA & FINANÇAS

INFLAÇÃO DESCE PARA 2,4% MAS PREÇOS DOS ALIMENTOS FRESCOS DISPARAM 7%

A estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) para setembro mostra um abrandamento da taxa de inflação global, que recuou 0,4 pontos percentuais face a agosto. No entanto, esta descida é contrariada por uma forte subida no preço dos bens alimentares não-transformados, como a carne, o peixe e os legumes, que estão 7% mais caros do que há um ano, continuando a pressionar o orçamento das famílias.

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A taxa de inflação em Portugal abrandou para 2,4% em setembro, mas o alívio não se fez sentir no carrinho de compras, com os preços dos alimentos frescos a registarem uma subida homóloga de 7%. Os dados, divulgados esta sexta-feira na estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram uma tendência de descida na inflação geral, mas uma pressão contínua nos bens essenciais.

Apesar do recuo da taxa global, que em agosto tinha sido de 2,8%, os preços dos bens alimentares não-transformados, como carne, peixe, legumes e frutas, continuam a escalar, registando um aumento médio de 7% face ao mesmo mês do ano passado.

A inflação subjacente, que exclui a energia e estes alimentos mais voláteis, também recuou para 2,4%, acompanhando a tendência geral. Em sentido contrário, os produtos energéticos voltaram a registar uma ligeira inflação (0,3%) após um mês em terreno negativo.

De um mês para o outro, de agosto para setembro, os preços subiram em média 0,9%, influenciados por pequenas subidas em todas as componentes. O INE estima que a inflação média dos últimos 12 meses se mantenha nos 2,4%. Os números definitivos da inflação de setembro serão conhecidos a 10 de outubro.


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