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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IDENTIFICA MAIS DE MIL DOENÇAS COM ANOS DE ANTECEDÊNCIA

Uma nova ferramenta de Inteligência Artificial (IA), chamada Delphi-2M, analisa o historial clínico e o estilo de vida de um paciente para prever o risco de desenvolver mais de 1.000 doenças, como cancro, diabetes e problemas cardíacos. O sistema, desenvolvido por um consórcio europeu e publicado na revista Nature, poderá permitir aos médicos dar conselhos preventivos muito mais personalizados e eficazes.

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Uma nova ferramenta de Inteligência Artificial (IA), desenvolvida por um consórcio de cientistas europeus, é capaz de prever o risco de uma pessoa desenvolver mais de 1.000 doenças com mais de uma década de antecedência. A descoberta, publicada na prestigiada revista Nature, abre a porta a uma nova era na medicina preventiva, permitindo um aconselhamento médico muito mais personalizado e atempado.

A ferramenta, chamada Delphi-2M, funciona como um modelo de previsão. “Eventos médicos frequentemente seguem padrões previsíveis. O nosso modelo de IA aprende os padrões e pode prever resultados futuros de saúde”, explica Tomas Fitzgerald, cientista do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL). O sistema analisa o historial médico do paciente e cruza-o com fatores de estilo de vida, como a idade, o sexo ou o historial de tabagismo, para calcular os riscos.

O objetivo é que esta ferramenta se torne um auxiliar poderoso para os médicos. “O clínico consegue dizer: ‘aqui estão quatro grandes riscos que estão no seu futuro e aqui estão duas coisas que pode fazer para realmente mudá-lo'”, exemplifica Ewan Birney, diretor do EMBL. Embora conselhos como “deixar de fumar” não mudem, a IA poderá identificar riscos muito específicos para cada doente, permitindo uma prevenção focada.

O Delphi-2M, que foi testado com base nos registos de saúde de mais de 400 mil pessoas, é visto pelos seus criadores como o início de uma nova era. “Modelos generativos como este poderão um dia ajudar a personalizar o atendimento e antecipar as necessidades de saúde em larga escala”, afirma Moritz Gerstung, do Centro Alemão de Pesquisa do Cancro.


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