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MONTALEGRE: “LACUNAS E CONTRADIÇÕES” NA MINA DA BORRALHA
O Movimento “Não às Minas – Montalegre” denunciou, esta segunda-feira, a existência de “lacunas técnicas” e “graves incongruências” no Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para a reabertura da mina da Borralha, que está em consulta pública. Os ativistas alertam para a falta de dados sobre radioatividade e para os riscos para a barragem de Venda Nova e o Parque Peneda Gerês.
O Movimento Não às Minas – Montalegre reforçou a sua oposição à exploração de volfrâmio na mina da Borralha, considerando que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto “impede uma avaliação ambiental completa e fidedigna” por persistirem “lacunas técnicas”.
Num comunicado enviado à Lusa, o movimento, que representa a preocupação da comunidade local, aponta “graves incongruências” detetadas numa recente sessão de esclarecimentos com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Entre as principais falhas, destacam-se a “falta de dados sobre metais radioativos e risco radiológico”, “contradições quanto ao modelo de exploração” e “fragilidades nos estudos de segurança e estabilidade estrutural das galerias antigas”.
Os ativistas sublinham os enormes riscos do projeto, lembrando que a mina, desativada desde 1986, se situa a apenas dois quilómetros da barragem de Venda Nova, que abastece de água potável milhares de pessoas no Norte do país, e a seis quilómetros dos limites do Parque Nacional Peneda Gerês, em pleno território classificado como Património Agrícola Mundial.
O movimento questiona ainda as promessas da empresa Minerália. Embora a empresa garanta que “irá limpar todo o passivo ambiental atualmente existente”, o projeto prevê “uma nova área de resíduos de 12 hectares”, o que levanta sérias dúvidas sobre a resolução dos problemas ambientais.
O EIA, que já tinha sido considerado “não conforme” numa fase anterior, está em consulta pública no portal Participa até 17 de novembro. O movimento apela à participação massiva da população para contestar o projeto, cuja decisão final da APA é esperada em janeiro.
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