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LAMEGO: MAU TEMPO LEVA A SITUAÇÃO DE CONTINGÊNCIA ATÉ 15 DE FEVEREIRO

Lamego está entre os 48 municípios em situação de contingência até 15 de fevereiro. O Governo decretou a medida devido ao mau tempo persistente, garantindo a prontidão máxima da Proteção Civil. As depressões recentes já provocaram 14 mortos e avultados danos materiais em todo o país.

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Lamego foi oficialmente incluído na lista dos 48 municípios de Portugal continental que se encontram em situação de contingência, uma medida decretada pelo Governo e em vigor até ao próximo dia 15 de fevereiro. Esta decisão surge na sequência da persistência de condições meteorológicas adversas, caracterizadas por chuvas intensas, inundações e risco elevado de deslizamentos de terras em várias regiões do país. A declaração de contingência visa garantir a continuidade da mobilização de todos os meios de proteção civil para prevenir e responder com a máxima prontidão às ocorrências.

A situação de contingência, um nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, é menos grave que o estado de calamidade, mas superior ao alerta. Esta medida permite uma coordenação reforçada de esforços entre bombeiros, militares, forças de segurança, departamentos de saúde e segurança social, sapadores florestais e autarquias locais.

O Governo decidiu prolongar esta situação, anteriormente um estado de calamidade que já havia sido estendido até 8 de fevereiro para 68 concelhos, em resposta à ausência de uma melhoria significativa nas condições meteorológicas e ao contínuo registo de incidentes.

Desde 28 de janeiro, Portugal tem sido fustigado pela passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que resultaram na morte de catorze pessoas e deixaram centenas de feridos e desalojados. As consequências materiais têm sido vastas, incluindo a destruição parcial ou total de habitações e empresas, a queda de árvores e estruturas, o encerramento de vias, escolas e serviços de transporte, além de cortes no fornecimento de energia, água e comunicações. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo foram as mais afetadas por estes fenómenos extremos.


Redação

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