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LIGA FUTEBOL: APROVADA CHAVE DE DISTRIBUIÇÃO DOS DIREITOS TELEVISIVOS

As sociedades desportivas da primeira e segunda ligas aprovaram, esta segunda-feira, a proposta de distribuição centralizada dos direitos audiovisuais. O modelo, validado com 80% dos votos favoráveis em Assembleia Geral, define a repartição de verbas entre os clubes a partir de 2028/2029.

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As sociedades desportivas da primeira e segunda ligas aprovaram, esta segunda-feira, a proposta de distribuição centralizada dos direitos audiovisuais. O modelo, validado com 80% dos votos favoráveis em Assembleia Geral, define a repartição de verbas entre os clubes a partir de 2028/2029.


A Assembleia Geral da Liga Portugal validou o modelo de distribuição de receitas proposto pela Liga Centralização, através de uma votação em urna. A proposta obteve o apoio de 80% dos votantes, tendo sido rejeitado um recurso do Nacional que pretendia a votação simultânea de uma proposta alternativa.

O plano estabelece que 90% das verbas totais sejam alocadas aos clubes do escalão principal, cabendo os restantes 10% às equipas da Liga 2. Na divisão interna da primeira liga, o mérito desportivo representa a maior fatia, com 44,2% do montante, abrangendo a classificação final, o histórico e o contributo para o ranking da UEFA. Uma percentagem de 33,2% será repartida equitativamente, enquanto 17,6% dependem de audiências e assistências. Os critérios residuais avaliam as condições de transmissão e infraestruturas. Em cenários de receitas superiores a 250 milhões de euros, está previsto um mecanismo especial: metade do excedente, até um limite de 275 milhões, beneficiará os três clubes com maior peso no ranking europeu, sendo o restante distribuído pela chave geral.

Este processo decorre do decreto governamental de 2021, que impõe a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais a partir da temporada 2028/2029. Até lá, encerra-se o ciclo de negociações individuais por parte das sociedades desportivas, como sucedeu recentemente com o Sport Lisboa e Benfica, que assegurou um contrato de dois anos antes da entrada em vigor do novo regime.


Redação

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