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LINHA DO DOURO FECHA CINCO MESES ENTRE MARCO E RÉGUA
A circulação ferroviária na Linha do Douro, no troço entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, vai estar interrompida durante cinco meses para obras de modernização. A intervenção, parte do plano Ferrovia 2020, arranca com sete anos de atraso e um custo três vezes superior ao previsto, gerando grande apreensão nos comerciantes que dependem do comboio, apesar de todos concordarem com a necessidade da obra.
A circulação ferroviária na Linha do Douro vai estar interrompida por um período de cinco meses, entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, devido ao arranque das obras de modernização e eletrificação do troço. Embora a intervenção seja vista como “necessária por todos”, os comerciantes e operadores que dependem do comboio, especialmente na Régua, estão apreensivos com o impacto da paragem prolongada.
A obra, que representa um investimento global de 165 milhões de euros, insere-se no plano Ferrovia 2020, mas chega ao terreno com sete anos de atraso e um custo três vezes superior ao inicialmente orçamentado. Quando concluída, a eletrificação deste troço permitirá uma redução no tempo de viagem de cerca de sete minutos.
Para quem faz da estação de comboios da Régua o seu local de trabalho, o sentimento é de forte preocupação. O encerramento da linha durante o inverno, embora desenhado para não prejudicar a época alta do turismo, ameaça a sobrevivência de muitos negócios locais que dependem do fluxo diário de passageiros.
Os trabalhos de modernização têm uma duração prevista de três anos. A Infraestruturas de Portugal já informou que, para além desta interrupção de cinco meses, está previsto um novo encerramento da via no próximo Inverno, de forma a dar continuidade à empreitada, seguindo a mesma lógica de minimizar o impacto no turismo.
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