REGIÕES
MAIS DE 2.600 OPERACIONAIS COMBATEM INCÊNDIOS DE NORTE A SUL DO PAÍS
Mais de 2.600 operacionais combatem vários incêndios em Portugal, com os fogos em Moimenta da Beira, Vila Verde e Ponte da Barca a serem os mais preocupantes.
Portugal continental enfrenta uma tarde de sexta-feira de enorme pressão, com mais de 2.600 operacionais a combater incêndios rurais por todo o território. Pelas 16:00, o dispositivo no terreno, apoiado por 827 veículos e 23 meios aéreos, concentrava os seus esforços em três ocorrências principais em curso nos concelhos de Moimenta da Beira, Vila Verde e Ponte da Barca.
De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para além dos três fogos ativos, outras três ocorrências significativas, nos concelhos de Arouca, Carregal do Sal e Penafiel, estavam já em fase de resolução.
Focos de Preocupação no Norte e Centro
A ocorrência mais recente e preocupante deflagrou em Moimenta da Beira, distrito de Viseu. O alerta foi dado às 13:43 para um fogo na freguesia de Paradinha e Nagosa, mobilizando rapidamente 118 operacionais, 18 veículos e três meios aéreos.
Em Vila Verde, no distrito de Braga, um incêndio em mato que começou às 05:35 na freguesia de Gomide, continuava a exigir a atenção de 101 operacionais, 31 veículos e três meios aéreos.
No entanto, o maior incêndio ativo continua a ser o que lavra desde sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Ponte da Barca (Viana do Castelo). Esta ocorrência mobilizava, àquela hora, um impressionante contingente de 677 operacionais, 223 veículos e 11 meios aéreos. Apesar de a Proteção Civil o ter considerado “estabilizado” ao final da manhã, a sua dimensão e a complexidade do terreno obrigam a uma vigilância extrema. As cerca de 60 pessoas que tinham sido retiradas por precaução das aldeias de Sobredo e Paradela já regressaram às suas casas. Este fogo já provocou 20 feridos ligeiros, incluindo um civil.
Situação sob Controlo Noutros Pontos Críticos
Nos concelhos de Arouca, Carregal do Sal e Penafiel, a situação era mais favorável. O incêndio de Arouca, que deflagrou na segunda-feira e se estendeu a Castelo de Paiva, estava em fase de resolução com 438 operacionais no terreno. Em Carregal do Sal (Viseu) e Penafiel (Porto), os fogos também estavam a ser controlados por dezenas de operacionais.
Desde segunda-feira, a sucessão de incêndios rurais tem afetado particularmente as regiões Norte, Centro e Alentejo, obrigando à evacuação de algumas aldeias e causando danos em áreas florestais e agrícolas, embora sem registo de habitações principais destruídas ou feridos graves.
Meios “Suficientes” mas Risco Máximo
O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, assegurou hoje que os meios de combate são suficientes, mas admitiu a dificuldade de uma resposta simultânea a tantas ocorrências. “Não conseguem estar em todo o lado ao mesmo tempo”, afirmou.
O alerta mantém-se máximo para os próximos dias. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), grande parte dos distritos de Bragança, Guarda e Castelo Branco, assim como seis concelhos do Algarve, estão hoje em perigo máximo de incêndio rural. A situação deverá manter-se e agravar-se, com o IPMA a colocar todos os distritos do continente, exceto Faro, sob aviso laranja para o calor no domingo, devido à “persistência de valores muito elevados de temperatura máxima”.




