As autoridades policiais detiveram mais de 250 pessoas este ano por suspeitas de crime de incêndio florestal em território nacional, informou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, registando-se 31 cidadãos em prisão preventiva e quatro sujeitos a obrigação de permanência na habitação.
Mais de 250 pessoas foram detidas este ano em Portugal sob suspeita da prática de crimes de incêndio florestal, encontrando-se atualmente 31 em regime de prisão preventiva e quatro em vigilância domiciliária, divulgou a Proteção Civil.
Durante a cerimónia de apresentação do balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, discriminou que 190 detenções foram consumadas pela Guarda Nacional Republicana e 65 através da Polícia Judiciária.
Os números consolidados demonstram que deflagraram 8.573 fogos ao longo do ano, consumindo um total de 74.560 hectares de coberto vegetal. O saldo traduz uma quebra de 72% na área ardida face a 2025, apesar de um incremento de quase 6% no número absoluto de ocorrências registadas.
O ministro da Administração Interna enfatizou a eficácia do ataque rápido, salientando que 94% dos fogos foram dominados na fase inicial. Lamentou-se, contudo, a perda de três bombeiros no decurso deste ano.


