NACIONAL
MORTALIDADE POR AFOGAMENTO INFANTIL REGISTA AUMENTO PREOCUPANTE
A GNR e a APSI alertam para o crescimento das ocorrências de afogamento infantil em Portugal, promovendo uma nova campanha de prevenção a partir da próxima semana. Dados recentes indicam que, apesar da queda a longo prazo, o número de vítimas fatais duplicou no período de 2020 a 2022.
A Guarda Nacional Republicana e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil lançam, na próxima semana, uma campanha nacional para prevenir o afogamento de crianças. A iniciativa surge após o registo de um aumento na mortalidade nos últimos anos, revertendo tendências passadas de descida.
A Guarda Nacional Republicana e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil iniciam na próxima semana uma campanha de âmbito nacional focada na prevenção de afogamentos infantis. Esta iniciativa decorre da análise de dados recentes que indicam um agravamento da mortalidade nesta área, interrompendo uma tendência de descida que se verificava desde o início do século.
Entre 2002 e 2024, Portugal conseguiu reduzir significativamente o número de óbitos anuais, mas o triénio de 2020 a 2022 registou uma média de 15 mortes, o dobro do período precedente.
O balanço dos últimos cinco anos revela que 63 crianças e jovens morreram por afogamento no país. A análise demográfica mostra que a faixa etária dos zero aos quatro anos é a mais afetada por internamentos, ocorrendo a maioria dos casos em piscinas particulares. Por outro lado, o grupo dos 15 aos 19 anos apresenta a maior taxa de mortalidade, frequentemente associada a acidentes em meios aquáticos naturais, como rios e lagoas.
A campanha visa sensibilizar para a supervisão ativa e a instalação de barreiras de proteção eficazes, essenciais para mitigar estes riscos evitáveis.




