ECONOMIA & FINANÇAS
PORTUGAL ATINGE META DA NATO COM INVESTIMENTO RECORDE NA DEFESA
Portugal registou, no último ano, o maior aumento da despesa em Defesa da última década, elevando o investimento para 6,1 mil milhões de euros. Este valor permite ao país cumprir, pela primeira vez, a meta da NATO de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) dedicada ao setor militar.
Portugal registou, no último ano, o maior aumento da despesa em Defesa da última década, elevando o investimento para 6,1 mil milhões de euros. Este valor permite ao país cumprir, pela primeira vez, a meta da NATO de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) dedicada ao setor militar.
De acordo com dados revelados hoje, o investimento de Portugal na área da Defesa Nacional deu um salto histórico entre 2024 e 2025, atingindo os 6,1 mil milhões de euros. Este crescimento robusto permitiu que o Estado português alcançasse finalmente o patamar exigido pela Aliança Atlântica, fixado em 2% do PIB nacional. Este objetivo era perseguido há vários anos e a sua concretização surge num contexto de crescente instabilidade geopolítica global.
O reforço financeiro foi canalizado prioritariamente para a modernização de infraestruturas militares, aquisição de novos equipamentos de defesa e para a valorização das carreiras nas Forças Armadas. O relatório aponta que o aumento das tensões internacionais e os compromissos assumidos no seio da NATO foram os principais catalisadores para este ajustamento orçamental sem precedentes na história recente do país.
Além do cumprimento das metas financeiras, Portugal tem reforçado a sua presença em missões internacionais e investido no desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa. O Governo sublinha que este investimento não serve apenas o propósito militar, mas atua também como um motor para a inovação tecnológica e para o crescimento económico através da exportação de serviços e componentes de defesa.
A meta de 2% do PIB representa uma mudança de paradigma na política externa e de segurança portuguesa, posicionando o país como um parceiro mais ativo e fiável no contexto transatlântico.




